sábado, 7 de março de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Os quatro
Quadros em
Quatro
Lados
Quadriculados
Emergidos de
Herme
Lindo
Fia
Min
Ghi
Fiando
Estão
Tecidos. 

Moduan Matus

Com
Par
Ando
João
Cabral de
Melo
Neto
Numa
Feira do
Livro.
Vida:
Obra
Severa
Tipo letra
Tipo pedra. 

Moduan Matus

Crescendo e
Decrescendo
Antonio
Maluf
Acrescendo
Possibilita
Equações
Do novo
Ao ovo no
Concretovoo
Pigmentado
Do íris. 

Moduan Matus

Repenica
Nicolas
Guillén
No couro
Do lagarto
Verde
Ritmando
La poética
Cubana
Congo
Solongo el
Songo em solo bacana.  

Moduan Matus

Na melancolia de
Chet
Baker
O baque:
Jazz
Um trompete
Beijado
A fundo
Vertendo as
Lágrimas
Da noite
A pleno
Pulmões. 

Moduan Matus

O melaço que
Rogério
Batalha
Entornou
Penetrainda
As vias da podridão
De vinteum
Séculos onde
A carne humana
(trans) passada
A ferro e a fogo
Coze em servidão. 

Moduan Matus

O luxo do bom
Joãosinho
Trinta
Desfilando
Na avenida
Enquanto
O lixo do
Poder é
Despejado
Na vida
Quando não
Embaixo do tapete.
Alimentam-se os sonhos
Numa inapetência
De realidade
   Mas tudo é social.

Moduan Matus

O cão
Na casa
De madeira
Conserva
O livro
Num vidro
E ilustra
Isidro
Ferrer
Numa lente a
Instalar
Navegar e
Poemar
Pelo mar. 

Moduan Matus

No seio do povo
Os anseios
Saúdam
As mãos
Tingidas de
Ilia
Repin
Repintando
O itinerário
Da perambulagem
Na livr(e)
Realista
Paisagem.

          

Moduan Matus

Janice
Caiafa
Verseja que
O ouro tudo tinge:
Neve rubra
Chuva de prata
Branco em chamas
Esperança vã.
Atinge
Todo. 

Moduan Matus


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Uma casa de
Bonecas com
Colunas da
Sociedade
Monta o
Palco de
Henrik
Ibsen e
Mostra o
Inimigo
O espectral
Terror e a
Comédia do
Amor. 

Moduan Matus.


Em suas
Confissões
Annita
Costa
Malufe
Recolhe nos
Fundos para
Dias de chuva
O verso
Transbordante
Que falta
Para sorver
O estio. 

Moduan Matus.


Teatro
Ca
Bares
Boemia
& sombras
Propagam-se de
Toulouse-Lautrec
Metade
Pelos muros
Metade ao
Meio-fio
Num cartaz
Meio
Descartado. 

Moduan Matus.


Ele o
Olho nu de
Dado
Amaral
Rolado
Se queda
Dentro
Tatuando
Imagens
Que ocorrem
Escorrem e
Jorram do
Cerne. 

Moduan Matus.


Peixes
Ratos
Homens
Verbo coisa
Da ira de
Connery Row
Espelho onde
John
Steinbeck
Duplica
Degredos
Ao sol...
Se ainda houver sol. 

Moduan Matus.


O azul escuro
Céu de
Alexandre
Barbosa de
Souza
E os versos pardos
Sobre os telhados
Nas casas
Da imaginação
Levitam. 

Moduan Matus.


Fotos de
Fatos &
Filmes
Feitos do
Brasil
Que (quase)
Ninguém
Viu
Faz de
Thomaz
Farkas o
Fotourbanista
Do clique
Mai(s)util. 

Moduan Matus.


Despid(a)
Poesia de
Maria
Teresa
Horta
Lavra pela
Sede do corpo
Delirante de
Prazer
Para a voraz
Semente
Suster. 

Moduan Matus.


Entre
Madeira e
Pedr(a)
Perspectiva
Inextrincável de
Escher
Enche e
Perpassa o
Sólido
Solo em
Holo
Edrias
Incontroversas
& versa o avesso. 

Moduan Matus.


A letra do poema
Dança
Duo-uno
Em rodopios de
André
Gardel
Formando
A meia luz
O coquetel. 

Moduan Matus.


domingo, 4 de janeiro de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Coube a
Gustave
Courbet
Gostar
-entre os outros-
De não ser
Trigo limpo e
Na veracidade
Do pincelar
Pedras
Sobre
Pedras
Não deixar.
          

Moduan Matus

Franco
Lan
Cari(o)catura
Um
Rio
De mulatas
Em ritmo
Caudaloso
Pelas curvas
Sensuais
Enquanto
Sua
Seus
Carnavais. 

Moduan Matus

Errante
O guesa
Desemburguesa
Atravessando
Tempos e
Muros
Tirando pedras
Papas da língua
&
Sousandradeando
Estruturando e
Erigindo a
Literatura. 

Moduan Matus

Movimentos da dança
Baixada numa roda
O girar de carisma
De João Alves
Torres Filho
No rito omolocô
Candomblista e
Babalorixado é
Joãozinho da Goméia
Entre folhas no terreiro
Bahia búzios
De Inhambupe
Caxias de mel
Num Rio doce de
Oxum e de Janeiro.   

Moduan Matus

Na hirteza dos
Dias e
Horas sem
Matizes
Dioramas de
Hiroshi
Sugimoto
Surgem
Eternos
Entre
Paredes
Dimensionando o
Talvez
Do outro
Tempo. 

Moduan Matus

O outro
É esse mesmo sujeito
Tempestuoso
Bucólico
Metafórico e
Fagueiro
Dentro de
Victor
Loureiro
Ilimitando o
Perímetro humano
Além do literal
Armazém de absurdos
Todo terra
Alcançando tu(do)
Singularplural. 

Moduan Matus

Suicida
A vida
De fluxo
Em fluxus
Muda e
George
Maciunas
Soletra
Kits
Macios nas
Gaiolas
Expostas
Montando
& desmontando
A cena. 

Moduan Matus

Mauro
Mota
Molda
Pernambucânia
E monta
Sua elegia
De cheiros crus
Em coloridos
Cajus
Crescendo
Toda
Osteologia
E a trapizonga
Descamba
Pela
Primeira
Ladeira. 

Moduan Matus

Na geografia
Humana
A fome
Inverossímil de
Josué de
Castro
Castr(a)
Demagogia
& egocentrismos
Abocanhando
Num salto
Fastiando
Pelo tempo
O que
Consome
O homem. 

Moduan Matus

Paulo
Fichtner
Regressa
Como
Quem
Parte.
Na poética
No pó
No tempo
Entre
Verso
Avesso &
Devassa de
Ossos. 

Moduan Matus


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Signos: Poemas-Instalações

13.11.14

O poeta Manoel
(Nas idas e vindas) 
D(e)(o) Barro(s)
Não morreu.
Faz brinde à lida 
Da sua vida
Ninho/quintal vinho
Que a natureza lhe deu
No escutar das plantas
No volumar das águas
No crepitar das pedras
No rever do eu como seu.
Todavia vendo
Em toda via pantaneira 
Passar 
Em eterno lagartear
O apogeu
Galhardete lírico 
Dele/terra
O qual mereceu
E que não vale mais nada
No sol das horas de lata
Se o legado também 
Não for seu.

Moduan Matus

Entre as flores do jardim
E as árvores frutíferas
Ouve-se
O Bom Dia!
No canto unissonante
Feito manifesto
E manifestos
De passarinhos
Igualitários
Na baixada fluminense
Que saúdam o olhar
Da educadora
Armanda
Álvaro
Alberto
Com seu libertário livro aberto
Sobre a bruma
                     Sobre o deserto. 

Moduan Matus.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Signos: Poemas-Instalações

Na conversa de
Leopoldo
María
Panero
O homem é
Menos que
Um sussurro.
Ainda nada
Y después
Del vento
Y del poema
Un exento. 

Moduan Matus

No poder
Do ser
Além
Do desvanecer
A cidade de cada um
Nas manifestações
Observáveis
Sobre o amor
E o socialismo
Do prazer
Impulsionando
A verve
E o humor
De Leandro
Konder.          

Moduan Matus

Sempre será
Bendito
Cial
Brito
Oráculo
Incentivador
Da leitura
Do vernáculo
E da candura.
   Já está escrito!
           

Moduan Matus

O gene em
Eugene
O´Neill
Nos degenera
Desagrega
Noite adentro
Em longa jornada
Através
Dos palcos
Descortinados
Dia-a-dia
Para
Além do horizonte. 

Moduan Matus

Vento
Na primavera
Nuvens e
Formas no céu de
Arnoldo
Pimentel
Onde
Voa
A poesia
E o dia
(d) escreve
Em gotas a
   Eufemia.  

Moduan Matus

No semblante
Sua (a nossa) introspecção
De Mona
Lisa
Como o divino
Divide-se
No estar
De cada um.
Um Leonardo
Da Vinci ou de outras
Ao cruzar
Um novo enigma
Descruza-se
No pincelar
O interior de cada vida
No criar
Pelo sorriso.                    

Moduan Matus

Emprestado o canto
Vibra a viola
Morena
Pinho de
Paulo
Cesar
Pinheiro
Compondo
O popular
Cancioneiro
Romântico
Brasileiro. 

Moduan Matus

Com
Olhos
Quase cegos
Tonico
Mercador
Marca a dor
Errante
Pela imperfeição.
O que não vem
Do caos
- cego -
Diante
Da visão? 

Moduan Matus

Teatroficina:
Não legar
Não ligar
Não-lugar
José Celso
Matinez Corrêa
No dialogar
Bombar
Das veias
Uzonauzyn(a)
Desconstruir e
         Abrir cortinas.          

Moduan Matus

Pra
Poesia
Pra
Xis
Chame
Mário
Chamie
Chama
Xamã
Chaminé
De Larva
Lavra
Palavra! 

Moduan Matus


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Signos: Poemas-Instalações

Sem dominar
Nem ser
Nem por
Incendeia
Numa ária
De pavor
Para alguém
Sérgio
Salles
Oigers
Selando
O que habita
Os covardes
Em suas
Canções
De amor. 

Moduan Matus

Assim
Dirige
A humanidade
James
Dean
Em suas
Vidas
Amargas e
Transviadas. 

Moduan Matus

Um poema de
Abel
Coelho na
Parada 88
Delira
Pronto
Pra partir
Numa
Infinita
Pauta no
Rastro
Da Luz
Nos dias. 

Moduan Matus

Tagarela
A charge
De J. Carlos
Mete o
Malho
Na fina
Estampa
Em caretas
Máscaras
E desmascaros
Nos fantasistas. 

Moduan Matus

Azul
Preto
E vermelho
Envolvem
Introspectando
Em poemar-se
Catarina
Libania
E longe
A mixórdia
Dos sentidos
Nem ousa
Tamanha
A simetria
Das metáforas.     

Moduan Matus

No zap(t)
Ziraldo
Alves
Pinto
Enflictou-se de lua
Voou
E virou
Paz
Pererecaricaturando
O abc da arte
Brasileira em
Costumizações
Desenhadas.
Eita menino
Maluquinho
                        Uai!                     

Moduan Matus

Nos matizes do tempo
O quadrante lunar e
Majela
Colares
Conta
Rosas
Amarelas que
Fazem a cor do poema
Degradear
Em perfume
Evanescente. 

Moduan Matus

Um vermelho
Jorra
Contagiante de
Paul
Gauguin
No afã
Diante
Do que vem
Do que faz
Do que vai
Pulsando &
Ilhando. 

Moduan Matus


Chega de choro
Roga
João
Moura
Junior
Quando vê
Pela janela
No parapeito
O arfante
Peito dela
E ali
A teia
Finca e a
Poesia brinca. 

Moduan Matus

Com
Desagrados
Alberto
Giacometti
Comete
Espichados
Esculturando
A linha
Do homem
Ao longo
Sombreado. 

Moduan Matus