segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Signos: Poemas-Instalações

Louc[a]

Viag[em]

Georg

Henrich von

Langsdorff

Na canoa

O barão varando

Sem volta

O sertão

O naturalismo

Em rios de

Brasilidades

À tona

Da expedição.                   Moduan Matus.



 

Leve

Como um ovo

O manuseio

Novo

Em datilografias

Musicais de

Erik

Satie

No piano

Na máquina

De [d]escrever

A missa dos pobres

Em entradas proibidas

A embriões

Dissecados.                         Moduan Matus.




 

Todo mentiroso

Nasce das verdades

Suspeitas

Nos peitos

Estufados

Aos favores do mundo

Desumanizado

De si próprio

Em costas

Trepado

Via esconsa

Da dramaturgia

De Juan Ruiz

De Alarcon y

Mendonza.                             Moduan Matus.




 

Fruto da

Observação

Sergipana

Os costumes

Anotados por

Clodomir de

Souza e

Silva

Ilustram

Um álbum

De tradições.                        Moduan Matus.

 




Mete

Língua[gens]

Lambendo vogais

E o salseiro

Suíço de

Ferdinand de

Saussure

Inunda

Partes do discurso

Sinta[do]gmático

Estruturando

Vi[s]®t(u)osos

Signos.                                   Moduan Matus.



 

Em flora

E fauna

Fica

O foco

Retratado

De Adrien

Aimé

Taunay

Passado

Naturalizado

No rio Guaporé.                         Moduan Matus.

 



Quandomortos

Ressurgimos

Espectros

Ao te[atro(z)]

Da comédia do amor

Numacasadebonecas

Erguida em

Colu[na]

Sociedade

Inimiga do povo

Ipsislitteris

Henrik

Ibsen.                                     Moduan Matus.




 

O burilar

Dos velhos

Em memórias

Em sociedades

É que trabalha

A poesia

No tempo

Garoando

Hidratando

O decorrer

De Ecléa

Bosi

Dos psiquês

Às metamorfoses.               Moduan Matus.    

 



A poesia de

Luís

Ponce de

Leon

Repousa em

Madrigal

Num cântico acima

Da noite serena

Do pessimismo

E da injustiça social.                                Moduan Matus.

 



A hora

Da estrela

É lustre

De felicidade

Clandestina

No escuro

Que Clarice

Lispector

Ilumina

Transformando

Em paixão

A aproximação

Do selvagem

Coração.                            Moduan Matus.

 



A estética de

Stéfane

Mallarmé

Ainda vai e veem

De Vailvins

Num lance de dados

Jogados

Indagando

O fundo das coisas

Do pensamento

Onde o acaso

Prolifera

Da quimera.                          Moduan Matus.

 



A caravana

Da ilusão

É ato fato

Do teatro

De Alcione

Araújo

Quando

Alguém

Sonha

Sujo

Entre

Moças

De fino trato.                            Moduan Matus.

 



O elo

Renascentista

Paolo di

Dono

Uccello

Tridimension(a)

Arte na

Perspectiva

Da batalha

Em três

Partes.                                        Moduan Matus.

 




Menino

De engenho

Nordestino

José

Lins do

Rego

Escoa com

(alma)n(jarra)

Entre trastes e

Contrastes

Como se fosse a

Água-mãe

Do riacho doce.                             Moduan Matus.

 



Esculpiu-se

Pastoreando

Empastando

Mestre

Ivan

Mëstrovic

Profetizando

Anjos

Sem contornos

Simbólicos

Expressionismos.                   Moduan Matus.

 



Entre deuses

E monstros

Mortais crescem

Lendo

Lia

Neiva

Enxergando

Gratas viagens

Meio a linhas tortas

Olhando

Sempre

Atrás da porta.                    Moduan Matus.