sexta-feira, 1 de junho de 2018

Signos: Poemas-Instalações

Eu sou o
Que eu sou
Quase toda
Um Porto
Rico
Hi(spano)
Brida
Rosa
Rio
Morales &
Harlem
Marcam em
Mim o (invisível do) mundo.                    Moduan Matus.



Grata
Gaita de
Mau
Ricio
Ein
Horn
Entorna
Em
Torno o
Tom
Semente de
Som
Nas
Cente na
Gente.                                      Moduan Matus.




Pulsar
Sibila
Silva nos
Cumes
O que se
Aproxima
No tempo
Seguinte dos
(que são)
Seguintes.                                Moduan Matus.




O sonho de
Albert
Camus
Porvir
Após o chute
Da peste
E
Qui
Li
Bra
Interrogando
Questionando
O pútrido existir.                                 Moduan Matus.




Obstinados
Com espíritos livres
E pés alados
Kazuo
Ohno e
Tatsumi
Hijikata
(ar)riscaram
Um plástikocorpo
No palco
Avançado e a
Arrojadança
Butô
Deslanchou
E disseminou.                                    Moduan Matus.




Pluri
Dimensional
Hélio
Eichbauer
Adorna o
Parque
De sementes
Humanas
E brot(a)
Congruência
Híbrida
Do amanhã.                         Moduan Matus.



Assim
Se move
A casa
E o botão
&
Assim
Isaac
Asimov
Trabalha
Trabalha
Trabalha
Para comprar
E novo
Botão na casa
Apertar.                               Moduan Matus.



Um recado
Na porta
Pagu:
Uma
Massa
Uni
Forme
Mente
Descansa
No Brás(il)
A espera
De obras
De remo
Delações
Do nada.                       Moduan Matus.



Flor
Bela
Espanca
Nasce
Da dor
Rega-se
Do amor
E prende-se
Na alma
Inebriando
De torpor
O que não se arranca
Quando
Do sangue ou
Da boca nunca
Estanca.                        Moduan Matus.



Tols
Toi
(a)
Tes
Tou
Que
No conflito
Se sai
An(i)da e
Se faz e
Nada mais apraz
Sendo guerra
Ou sendo paz.                     Moduan Matus

terça-feira, 1 de maio de 2018

Signos: Poemas-Instalações


Da
Do o
Awé
Da
Rio
Galante
Garante
Transa
Trança
Crença
Em jazz
Em tribo e
Em dança.                         Moduan Matus



Alucinada
Alice
Alicia
Valéria
Villela
E ela
Livra-se
Do peso
Do buquê
Porque
Um dedo
Das mãos postas
Aponta páginas
E alia-se
Para sempre
A ela
Sem
Alijar-se.                                                Moduan Matus



A ópera de
Besanzoni
Lage
Dramatiza em
Mezzo-soprano
Todo o espaço
Que lírico
Doce ecoa
Em quatro cantos
Pelo Parque
Onde artes
Flu(em)
Olho d`água
Henriquecendo
Fontes de prazer.                            Moduan Matus




A (en)cuadrar recuerdos
Clementes
En labirintos
De las calles
Carlos
Loiseau
Caloi
Se quedó
Por las veredas
En Buenos
Aires
Abre las puertas
Fuentes del son
En pieles de la luna
En un tambor.                              Moduan Matus




Ora!
Agora
Que as
Horas de
Zora
Seljan
Sejam
Alvíssaras de
Sara Jussara
Isa Dora
Que agora
Das três
Mulheres
Da turma
Forme uma.                              Moduan Matus





Tá ali
Rede
Tarde
De
Domingo
Dormindo
Na ladeira
Da preguiça
Altos
Com
Passos de
Radamés
Gnattali.                                     Moduan Matus




O moinho e
O campo florido
Expressão
Da boca de
Wen-Yao
Hsiao
Oferecendo
Cereais e
A paisagem
Numa tela
Que se reparte
Degusta-se
E se refestela.                          Moduan Matus





Há uma
Lua em
Walma
Lúcia
Luzidia
Que não mens
Trua
E do ventre
Da noite
Parte
Nova
Mente.                                 Moduan Matus




Duas rodas
Soltas
Postas em
Soldas
Ficam fodas
As safadas &
Viram fadas
Sob as pernas de
Ernesto Che
Guevara
Que vara
As estradas.                                Moduan Matus




Veias
Vazando de
Fran
Cisco
Alvim
Sob um
Sol de cegos
Dia sim
Dia não
Tateiam a lua
Às vezes fezes
Às vezes fases
Às vezes festas
Que se
Faz (em) frases
Pingando
Prateando aqui e ali.                         Moduan Matus

domingo, 1 de abril de 2018

Signos: Poemas-Instalações


Orifícios e pegadas
Redesenham grãos
Em trégua
No estuário.
Respiros entre o ir e o vir
Traz a tona impercepções
Na passagem de nós mesmos
No breve tempo
E parece ser a pausa
Tal qual
O olhar sem fim
De Stephen Hawking
Na noite  
Ao universo.                                 Moduan Matus.





O ser
E o tempo
Na verdade
Na essência
Formam a
Metafísica que
Martin
Heidegger
Busca
Na linha
Intermitente
Dos corpos
Por uma
Existência.                              Moduan Matus.



Que o nonsense
Per
Verso
Ximo
De +
Singular
De
Di
Mas
Carvalho
Desmascare e
Valha
Mar (a)
Vilh(a)
Velh(a)
Ilha
Negra de
Vera
Entre virilhas.                        Moduan Matus.



Go(s)toso
Bar de bardos em
Barcelona
Taba(l)cool
Ve[r](s)tido
Estamp[a](i)dos
Suc[s]e(ss)[x]o de
Maria del
Olvido
Perenizava
Fotocenas a
Rafael
Bernís
Para transpor
O opaco
Ao verniz.                                   Moduan Matus.



De
Carol
Sa
Bóia
Sai da
Boca
Mar
Sol
Do (seu)
Si(n)
Gular
Gutural.                                  Moduan Matus.



Primeiro
Jorge
Pieiro
Intumesce
A galeria de
Murmúrios
Seguindo
Segur(o)
Segund(o)
Princípio
Da carne
Pedinte
Repicando o eco
Entre o seguinte.                               Moduan Matus.



O óleo
No alto
O Hélio
Oiticica
Tintando
Pintando
Pangarés e
Rocinantes em
Parangolés
Ruminantes
Numa
Vernissagem.                         Moduan Matus. 


  
La divina
Increnca
Macarrônica de
Juó
Bananere
Ainda
Se insere
Em viradas
Paulistas
De focas &
Fofocas
Jornalistas.                    Moduan Matus.


Em seu lugar
Papel pardo
Letras pretas
Um poema
Se oportuna
Na lacuna de
Felipe
Fortuna
Livre & livro
Por aí
Em peruadas
& piruetas.                         Moduan Matus.



Na sonoridade
Descalçada
Da vida
Dança
Isadora
Duncan
Criando
Asas
Sem echarp(e)
Sans
Limites
De túnicas e
De Nesso.                                        Moduan Matus.


quinta-feira, 1 de março de 2018

Signos: Poemas-Instalações


Carlos
Augusto
Vi
Ana em
Agosto ao
Gosto
To(do)
Gostoso
Desejo vai
Atravessando a
Máscula
Báscula
Nas tardes incendiadas de
Vi
Ena
Onde o primeiro verso
Doutro esteta
Fez-se em sua
Opereta.                                                   Moduan Matus.





O lobo
O cordeiro e
Fedro
Beberam
Da mesma
Água
Que todos
Beb(em)
Cristalino
Onde
Nem todos
Transparecem.                                        Moduan Matus.




Se
A poesia
Em
Ri
Car
Do
Máximo
Na boca
Será
Antídoto
Pa
Lavras
Labaredas
Queimando e
Se recuperando em
Cé(du)(lu)las 
Fênix.                                                       Moduan Matus.





O pais
Do Teatro
Du Soleil
É o mundo
De iguais
Diferenciados
Pela arte
De jamais
Contestar a liberdade
Que com jeito
Encarnações
Define
Tal Ariane
Mnouchkine.                                      Moduan Matus.




Escre
(vi) vendo
José
Lino
Grune
Wald
Linotipou
Aos magazines
Uma van (a)
Guarda
A distri
Buição
Preci(o)sas
No concreto.                                          Moduan Matus.
            


Ana
Lins
Doura &
Cora &
Cora
Lina
Assa
Dosa
Me
Dida
Letra &
Tem
Pero
Temporário e
Ins
Piração
Com gosto.                                                 Moduan Matus.





Depois de
Levantado do
Chão-oficina
Ao fatídico
Mau-tempo
José
Sara (o)
Mago
De memória(l)
No convento e
Sopr(a)
Poesia
Dos desfavorecidos
Na terra do pecado.                                 Moduan Matus.




Cidade do sol.
Nela
Acampa
Tommaso
Campanella
Com sete
Panelas
Fervendo
Sentidos &
Sistemas das
Coisas
Mágicas
Que são
Apenas o
Sabor do
Coração.                                                       Moduan Matus.





De Albert
Uderzo
Arte
Risco e
Traço
Artístico
Característico
Nasce
Asterix
(com asterístico estigmático)
No sonho de manter
Pela memória
E René
Goscinny
Reler.                                                           Moduan Matus.
  



Mira
Mirna
Herzo(g)amb(a)laúde
Em alarde pela
Casa dos sonhos
& amores a
Revelar
O gosto bom
Da aurora a
Qual
Quer
Que
Queira o
Lugar
Alugar.                                            Moduan Matus.  





A revolta
Da poesia
Hip
Rap
Rock
Hop
Punk
Heavy
Funk
Woodstock
Desce desse
Écio
Salles &
Sai em cio
Sai em solo
Em rhythm
Ripeness de
Pop choque.                                  Moduan Matus.


Signos: Poemas-Instalações

A sensação
Do amor feito
Com alguma poesia
Leva
Raul
Christiano
Sanchez
Pelas décadas
Compensando os
Desenganos
De alguns dias
Profanos. 

Moduan Matus.

Pintor
Primitivista
Cantador de
Meio
De feira o
Roque da
Paraíba
Um tanto
Construtivista
Foi virando
Fotografista
Da cultura
Brasileira. 

Moduan Matus.

Entre as frestas
Diego
Velázquez
Vê além
Do ego
Cego
E suga
A essência
Do ser
Na infinitude
Do pequeno
              Prazer.            

Moduan Matus.

No país do futuro
Sua boa contribuição
Mas ainda paira
No sentimento
Parte em confusão
Stefan
Zweig
Tem na consciência
Seu desterro
Com violência
E se exaure
Em um mundo de ontem.
                                                Consternação. 

Moduan Matus.

Dos beliscões
As formas no barro
Esculturadas
Os poemas e
Aleilton
Fonseca
Com os dedos
Lapida
O que se funde
Em palavras adotadas. 

Moduan Matus.

Conotado
Luís
Gama
Escreve
A poesia
Abolicionando (-a) (-se)
De fato
Em etnocultural
Movimento
Para hastear
Outro
     Advento.     

Moduan Matus.

Pontos azuis
E a barca branca
O amor vermelho
A garça fulgaz
Catimbau verde
Na mão do Tião
Tudo persiste na
Serenidade gris que
Marialzira
Perestrello
Em versos
E em cores
Formam os elos. 

Moduan Matus.

O orvalho
E os dias e
Nilton
Resende e
Resíduos que
Residem da
Cruz
No banheiro
E olha
A lua
A loa
A rua
E porisso molha.
        
Moduan Matus.

Nos matizes de
Henri
Matisse
O viço:
Da pureza fera
Da quentura singela
Em fauvismo
Desregrando
Liberando e
Abstracionand(o)
                   Século.                   

Moduan Matus.



A propor
Por e dispor
A vida
João
Domingues
Maia
Mostra
O cerne
A lírica
O torpor
Sobre a mesa
Posta
Onde o tempo
Mastiga
A polimetria. 

Moduan Matus.