domingo, 1 de setembro de 2019

Signos: Poemas-Instalações

Quem é
Do samba
Não cansa de
Afropictosofia
E Marcelo
Bizar
Tamborilando
Recria
Ritmo
Magia e
Poesia.                        Moduan Matus.



Quadro
Paisagem visual
Há quem
Burle mais
Burle Marx
Rindo frouxo
Marx
Groucho
Mas
Interferência social
Só há
Marx
Karl.                                      Moduan Matus.




Rosa Passos
Passa dias
Em festa por dunas
Estradas em
Tropicausas
Sem ninguém e nem
Então em sorriso
Pelo paraíso
Se atém
E quando quer partir
Em mais viagens
Logo vem aos montes
Letras do Aldir
Blanc.                                 Moduan Matus.




Barco
Cabaças
& barcaças
Na cena ceramista
De Nhô
Cabloco e
Manuel
Fontoura
De Águas Belas
O barro doura
E modela.                                 Moduan Matus.




Haroldo
De Campos
Compôs
Galáxias
A ver (dos) navios
Em sign(ific)ância
Quase céu e
É quase seu
O paraíso
Ao olho do dragão.               Moduan Matus.





Num avanço
Impressionista
Pinta
Georgina de
Albuquerque
Libertando-se
Do grilhão
Ao movimentar
A luz dos
Raios de sol
Nos dias de verão.                  Moduan Matus.




De pés
E falos inchados
Olhos vazados
Édipos
Reis
Súditos de
Sófocles
Alimentam
As cinzas
Por manter
Do fogo
Do destino.                        Moduan Matus.



Denodos em
Flâmulas
De Alceu
Wamosy
Adentram
A terra
Virgem e
Eis a gleba
Ideal:
Pranto
Planto &
Poesia.                          Moduan Matus.



Fotografando
O antes
O durante
E o depois
No Rio
Augusto
Malta
Documentou a transição
Da colônia à república
Num alargamento
De interesses
E distanciamento
De classes.                      Moduan Matus.




Age
(A)gil
Agi
Straus
Na arte
No auge
Das florações
Navegante
Atravessando
Um mar
De sal
Sargaços  
E cascalhos.                    Moduan Matus.



sábado, 3 de agosto de 2019

Signos: Poemas-Instalações


O luar que
Teresa Cristina
Buarque acende
Como candeeiro
Ilumina
Semeando samba
O ano inteiro
Dourando &
Dorina
Aquecendo o tambor
O pandeiro
Batendo em asas
Senzala de marombeiro &
Mart’nalia.
Cantando pura
Poesia de terreiro.                      Moduan Matus.

Oficinema
De Sergio
Santeiro
Projet(a)
Logosofia
De sair
Do ponto
Por dois
Pontos
Reticenciando
Por retículas.                               Moduan Matus.

Ildasio
Tava
Ares soprando
Odes oh deus
O seleto canto
Do homem do campo
Capinan
D(o) chão dos
Impropérios flatulentos
E as palavras
Ah! As palavras
Música solta ao vento.                           Moduan Matus.

Da casca
O cerne
Semente arraigada
De Geraldo
Marçal
Dos Reis
Dadinho
Esculpindo cidades
Arvorando
Do Iguaçu
Ao Pontal.                                 Moduan Matus.                  

Utopia
Sombria
E vozes da solidão
Caminhos de
Escatologias em
Frans
Kafka são
O absur(do)
Mundo
Cabendo na
Imaginação.                            Moduan Matus.

Nudez.
Moral de
Antônio
Manuel:
“O corpo é a obra”
Que mais se expõe
Pelos telhados de vidro
De uma década
Que sobra
Tentando ainda
Descobrir-se
Também.                              Moduan Matus.

Marques
Rebelo
Rebelou-se
Revelando um
Rio de
Janeiro
Contado
Em cantos
De celeiro.                      Moduan Matus.

Barracão partido
Alto jongo rogo de
Pastora o choro no morro
Sem carpideira
Só diáspora &
Tradição
Wilson
Das Neves
Wilson
Moreira
Nei Lo
Pes quisando de corda
De roda de sopro
& “u” som
Toda (re)percussão.                                 Moduan Matus.

Jota
Rodrigues
Indo e o cordel
Desamarrou
O fio da Baixada
O enredo
Desargumentou
De concepções
Versadas e passadas.
- Marieta
Minha preta
Vamos continuar
A arrastar
As alpercatas?                                   Moduan Matus.
  
Até
Agora
Anaxágoras
Paira
Com um dedo
Molhado
A espera do vento
Norte
Onde
(se)meia
Tod(as)
Possibilidades
De ser a                   
Separata.                                   Moduan Matus.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Signos: Poemas-Instalações


Batuque um samba
Na porta de Oswald
De Andrade
Pedindo banana feijão víscera
Meu mico macaco
Macacomicomeu
Piolim
Laranja e um gole de café
Para senzalizar uma cultura.
Ele saberá o início depois que
Darwin escorregou numa casca
Sem fazer o sinal
&
Evoluiu
Desatando nós a rir
Para o século vinte e dois.                  Moduan Matus.

Agora ela passa aqui
Motorizada
Toda metidinha
Depoisdomotel
Não pára
Não buzina
Nem nada.
Tosada
Afogada:
Só acena para a noite
Vam pirando o
Glauco
Matoso no
Pauliceia Desvairada.                             Moduan Matus.

Prostrado
Num poste
Mar
Céu
Prost
Após
Prostituídos
Prazeres
Vai se perdendo no tempo
Prendendo em redes e
Redescobrindo
Passando limpo
Ao futuro
Correspondendo no retorno
Já que tudo
No mundo gira.                                 Moduan Matus.

Textos
Entretextos
Entretendo
Feito verbo contido
De ligações afetivas
É o multip(l)oético
De Luiz
Otávio
Oliani
Entre
Tecendo.                                    Moduan Matus.

Volpi
Rar dando
Antoni(m)o(s)
Bandeiras
pelas festas
Uma urgência
De sentimentos
Elucidar
Até o novo
Ar raiar.                                      Moduan Matus.

As cidades
De Paul
Claudel
Tocam
Trocam
(e)ntocam
Ares divinos
Onde
Odes
Coroam
De bondades
O alheio
Que (se) passa.                 Moduan Matus.

Acerca
Do cerco
Agreste
Africanismos
Mistérios
Misturas e
Dionísio esfacelado
Em memórias
Poéticas
Afazinado
Em proeza de
Domício
Proença Filho.                    Moduan Matus.

Ivan
Lins canta
A ternura!
Mesmo sendo mar
Para o circo pousar.
Diante da insensatez
Essa sua
Alegria soca o ar
E o movimento do trapézio
Fica a conjugar
Um único verbo:
Amar.                     Moduan Matus.

A crença na
Imortalidade
E somos
Um blog na
Ictiomancia
Do navegar
Em fragmentos
Identitários
E Denise
Schittine
Viralizando
A língua
Dos seres
Da solidão.                   Moduan Matus.

O tesão que
Edgar
Allan Poe
Tira põe
Tira
Poetizando
No movimento
O momento
Misterioso
Do novo
Rebento.      Moduan Matus.


sábado, 1 de junho de 2019

Signos: Poemas-Instalações

Sentimentos
E emoções
De Mariana
Mayume
Kadooka:
Paixões
Abluindo
Sendo âmago
Concernente
De imersões.                                Moduan Matus.




Palhaços:
Nas ruas
Poética e
Política
Direitos
Urbanos
À cultura
Onde Flávio
Aniceto
Dos Santos
Passeia com
Vera
Cidades.                                 Moduan Matus.





Esse
W. J. Solha
É o homem no trigal
Com corvos e
Basta um nada
Para a poesia transformar
O campo branco
Da memória
Em amarela angústia
No manto negro
Onde jorram grasnados
E espantalhos.                                  Moduan Matus.





Orientação!
Nada se quer saber se não servir
Só se quer jeito
De conduzir direito
Desse lado esquerdo do peito.
Parece obrigação ao ser cidadão
Mas não basta ir e vir
Sem o mínimo de aclamação.
Bandeiras furadas são coisas dos ventos
Alento na separação do dia que vai
Depois do que trouxe para ficar e
É isso enriquece a nação!
Melhor do que ir é sempre ir ficando
Mais próximo a cada cessão
Já que o movimento continua firme
Passo a Paulo
Freire na educação e na libertação.                     Moduan Matus.




Já que prever
Verte
O bardo
Jacques
Prévert
Insere
Insólitos
Roteiros
Que atina
E atira
Paroles
Entre névoas
& cortinas.                                   Moduan Matus.


                


Na arte
Blasé
Irrompe
Iberê
Camargo
Em intensidades
Soturnas
Noturnas
Empastando
Luas e
Lacunas.                           Moduan Matus.





Seleta
Inês
Oseki-Dépré
Traduz
Benvinda
Literariedade
De propósitos
E transversalidades
De línguas bifurcadas
Apontando
Um buquê de oralidades.              Moduan Matus.




Do café
Com flores
Fica olor
Sabor
E a boca de
Chih-Feng
Chen
Tal o preparo
Uma pintura!
Tal o zelo
Formosura!        Moduan Matus.




Opinião:
Ketinho
Esperou
Mãe chegar
Para lhe dar
Um samba
De peito aberto.           Moduan Matus.




Morfológica
Mente
Nada vem surgindo...
Não é mais nada!
Só de pensar em
Se libertar
Criando
Ante ao fim em
Ater
Arte
Goe
The
End.                                  Moduan Matus.


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Signos: Poemas-Instalações

Foi o poeta
Jarbas Cordeiro
Quem falou primeiro
Que Nova Iguaçu
Virou cidade perfume
Pelos odores exalados
Das flores
De seus vastos e históricos laranjais
Onde a noite brilhavam vaga-lumes
Inspirando tantos madrigais.
Hoje o cheiro não vem da mata
Ele parte da pele de iguaçuanos
Extrato que invade
Influenciando a todos que
Vivem na cidade
Fazendo com que ela
Mais pareça agora
Uma só casa da amizade.                                Moduan Matus.



Resis
Tente
Alexei
Bueno
Anexa
Sonhos
E ensaia
Como ninguém
Poemas em prosa
Ante a
Tod(os)
Antídotos.                                          Moduan Matus.


Mulher de verdade
Na música caipira
Inezita
Barroso
Se agarrou na viola
Sua viola de moda
Num cantar de coisas
Do nosso Brasil
Por inteiro
Ao traçar o roteiro
Da dança
Da casa
Do folclore
Pelas andanças
Do caboclo festeiro.                                  Moduan Matus.

Luiz
Melodia
Pérola luz
Pele negra luzidia
Luiza fada condão
Ébano de raiz
Do Estácio
A magia da canção
E ainda
Emana
Pelos
Poros
Perinho
Piau & violão.                                         Moduan Matus.

Prestidigitando
Escapadas
Harry
Houdini
Livra-se
Do cárcere
Dos grilhões
Que tele
Transportam
As ilusões
Do algo eterno
Em verdade
Se perpetuar.                   Moduan Matus.

Pintam
Teóricas cores
De ros(a)
Magalhães
Crepusculando
Tecendo a
Indumentária
Em harmonia
Com que se verá
O novo dia
[R]adiante
No azul
Verdejante.                    Moduan Matus.



HO MEN(S)A GEM
Fernando
Pessoa boa
De Lis boa
Versou
Portugal
Eterno em heterônimos
Para desmistificar
Os malefícios do bem
E os beneficios do mal:
A alma é a saga
Que o tempo não apaga
Da vida real.                                      Moduan Matus.

Seco
Sebastião
Salga(do)gado
Uma imersão
Na lente
A carne seca
Do sertão
Mar sem peixes
Desleixo no ar
Rompantes
Semblantes de
Coisa querendo
Se comunicar
Na imensidão.                     Moduan Matus.

Na lógica
Simbólic(a)
Interlíngua
De Giuseppe
Peano
Apegando
Interligando
A ciência
Apeando
A incoerência
Infinitesimal
Por simples
Cálculo de
Diferencial.                     Moduan Matus.

A semente
A muda
O caule
O corte
O caos
A ave
O tiro
E Caulos
Cerne
No traço:
Só dói
Quando eu respiro.             Moduan Matus.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Signos: Poemas-Instalações


Designer
Brancorosa designado
Karin
Rashid
Esculturando
Mundo voando
Mudando
F(a)(u)turando
Showcase estetizando
Tecno-arte
Digipops shoppings
E emtodaparte.                        Moduan Matus.





Contíguo
Gabriel Contino
Foi criando
O pensador
Cofiando
Contínuo
No diário noturno.
Cheio de dedos e
Confiou
Tal alfabeto ao
Esperto
Rorbeto.                               Moduan Matus.





Irradiando
Sob o bosque
Deleite
De álcool e
Pássaros
Passando e
Dylan
Thomas
Tomando
A poética
Em líricas
Doses
Até que tudo
Se ferre.                              Moduan Matus.





Tostaduras
De Celeida
Tostes
Mant(ém)
Vermelho
O barro
Reconsiderando
O exposto
Ao rosto
Quando
A arte
Parte
Do visual
Ao sensorial.                       Moduan Matus.






Murmurosas
Expressões
Onomatopaicas
Desfilam
O enredo
Bumboziriguidum
Pela avenida
Dicionarística
De Wagner
Azevedo.                             Moduan Matus.





Enxerido
Em ter ido
Ao teatro
A política de
Richard
Brinsley
Sheridan
Encontra-se
Contracenada
Inserida e
Ingerida por
Malapropismos
Maledicentes
Prosopopaicos.                      Moduan Matus.





Em passos
Sensíveis
Pelo vilarejo
Os pés de
Fernando
Fernandes
Dos Reis
Eternizam
A pintura
Prismada
Em magna
Moldura.                      Moduan Matus.






Para
Ulisses
Tavares
Poemas
Plásticos restavam-lhe
Talvez
Por cair na real
Piedade
Ex
Cluso do campo de
Rês
De agriculto
Res
Tava
Per
Cap
Tar orbes.                                   Moduan Matus.






Em histórias
Douto
Heró
Doto
Adotou
Dentre
Homens
O fluxo de
Realidades e
Fantasias
De um pro outro.                                            Moduan Matus.






RAMIFICAÇÃO URBANA
Mesmo cansada,
A busca nunca esmorece.
Renova-se a cada prece clamorosa
Do nordeste
Onde se dá o verdadeiro milagre
Num palmo de terra rachada.
Palma para Patativa
Concha sobretudo: palmas do Assaré.
Nada de deus-nos-acuda e falácias.
Se tem manda
Caru caruaru caruru urucu e
Te manda uruca arapuca urucubaca.
Todo movimento tem sua paz pausada e
Tão precisa na continuidade.                             Moduan Matus.