sábado, 5 de setembro de 2015

Signos: Poemas-Instalações

O esplendor das cores
Em equilíbrio
Manifesta a brasilidade
Da natureza
Refletida
Na lente de
Luiz
Cláudio
Marigo
Por essas terras
E em sua riqueza
Gerando
Um espetáculo
Em imagens
De consciência
E destreza.               

Moduan Matus.

Um poema
Sinal do anjo novo.
Pele
Entre a vida e
A morte
Parte (d)o
Coração em
Jorge
Wanderley
Antes
Que a figura
Segura em
Asas de cera
                                                                                                                                                           Caia.                            

Moduan Matus.

Garimpo:
Choro
&
Mpb
Ali
Ary
Vasconcelos
Vasculhou
O repertório
Brasil
Por gerações &
Intenções
Panoramizando
Valorizando
Achados &
Invenções.                          

Moduan Matus.

As transmutações
Pelos espaços brancos e
Expressivas deformações
Evoluindo das pipas pretas
Gravando
Dramatizações
Acima das cores
Dos casarões
Marcam o protesto de
Henrique
Bicalho
Oswald
Em inflamadas pinceladas
De indignações
Ao desenhar
Do homem
O banalizar
Em frenéticas
                      Compulsões.                     

Moduan Matus.

Insaciáveis
Sensações em
Ruddy
Provocam o
Sabor do cio
Colorindo o
Desejo
De um beijo
Despertado e
Aceso ao
Acesso
A boca
No beco da
Escuridão. 

Moduan Matus.

Utopia:
Uma cabeça
Rolando
Pelo espaço da
Equidade
Nonada e
Negada a
Tomás
Morus &
Modus
Vivendi. 

Moduan Matus.

Sozinho
Sisígenes
Costa
Encosta
Iarara(na)
Primitiva
Terra
Baian(a)
Obra
Poética
Adormece
Tempos em
Pura papa de
Banana. 

Moduan Matus.

Palm(a)
Anselmo
Duarte
A
Sétima
Arte
Penhorada
Mente
Sincretica
Mente
Promete
Pagar. 

Moduan Matus.

Redonda
Lua
De pedra
De gelo
Ilumina o
Iceberg
Onde sonha
Juliana
Hollanda
[ro]sa che[ia]
De versos
Num colchão
Ou em colchetes. 

Moduan Matus.

Nesta cidade
Nascemos
Como em qualquer outra
Vendo o mundo
Em quem chega
Em quem sai.
Dia desses
Estávamos em uma taberna
Da região basca
Bebendo vinho barato
Ao lado de uma cigana.
Pasmem!
Era Carmen!
Em rodadas
Que chegava
E saia entre saias
Assistida por
Mérimée & Bizet. 

Moduan Matus.


sábado, 1 de agosto de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Tudo o que está solto
Nas vozes dos búzios
São os mistérios do tempo
E arnaldos
Meus e não meus
Além da fila de pedras
Mas em nós
Curvaturas em
Ele(S)emog
Que o povo (se) vira
Revendo o mar
Na diáspora
Cata de conchas
Nos ecos do passado. 

Moduan Matus.

Em luar
Divino
Bossa é
Elizeth
Cardoso
Cancioneira
Do amor
Elevando a
Cadência do
Samba
Do céu
Da boca
Ao sabor. 

Moduan Matus.

Pi(g)mentada
Decimada
Fragmentada
Sígnica
Pois é a
Poesia de
Décio
Pignatari
Em
Par
Ti
Cu
Las
De
P
Ó
So p  r  a   d     a. 

Moduan Matus.

Cores
&
Formas
São
Athos (do)
Bulcão
Projetando-se
Feito (em)
Asas
Riscand(o)
Planalto
Planand(o)
Avião. 

Moduan Matus.

Mãos
Modulam o
Corpo
Todo
Douto
Dentro
Doutro em
Ode & elegia.
Marca (de)
Marcos (em)
Ruffo(s)
O frenesi
Ritmado:
Atrito da
Cumplicidade
Dele e de Lígia
                                                                                                                                      Nos dias de chuva.            

Moduan Matus.

Forró
Chorado
Frevo
Sanfonado
Cumbuca
De uca &
Sivuca
Na feira
De mangaio:
- Adeus
Maria
Fulô
Por ora
Daqui não saio!                    

Moduan Matus.

Na simplicida(de)
José
Corbiniano
Lins
O alumínio fundido e
Esculpido
Triangula em jardins
Em explosões urbanas
Em linhas esguias
Em posadas ousadias e
Manifestações culturais
Vetando
Vazios existenciais
Pelas crônicas apaixonadas
Instaladas:
                                                                                                                                             Ícones visuais                            

Moduan Matus.

Instrumentalizado
Do todo
Juiz de paz
Dos costumes
Da roça
E da cidade
Martins
Penna
(gestos sons & folhetins)
Sonoplastiza
Cantos
Ribaltas & confins.         

Moduan Matus.

Sérgio de
Castro
Pinto & outros
Imaginários
Animais
Libertam
Poemas
Sempre
Numa tarde
Grisalha
Alada de
Lilás. 

Moduan Matus.

Maquiavélica
Mente
Maquilado em
Mandrágora
Maquiavel
Maqui(a)
Política da
Polis
Sofismal
Engessando em
Florença o
Poder
(de ser o)
Primaz
Metrossexual.                   

Moduan Matus.


terça-feira, 7 de julho de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Sabendo-se
PoeMário da
Silva
Brito
Antes quanto
Depois tanto
Retratos
Recolhendo
Coisas
Do exótico
Do frágil e
Do efêmero
De palavras
E de homens
Simbióticos. 

Moduan Matus

Provocações
Debochadas
E coriscantes
Do inoportuno
E irreverente
Antonio
Abujamra
Filosofa
E assim é
Se lhe parece
A secreta
Obscenidade
De cada dia
Nesse corrosivo
Inferno
Que são os outros.         

Moduan Matus

Gordas
Rosas
Em cores de
Gustavo
Rosa
Plantadas
Ao solo
Tropical
Crescendo
Feito
Tranças e
Crianças. 

Moduan Matus

Amando
Sempre
Armando
Freitas
Filho
Se enfia pelas
Frestas para
Fora das grades
Do corpo
Tateando
A meia voz
A meia luz
Quase às cegas
Todo
Êxtase. 

Moduan Matus

Dimensões
Invisíveis
De espaço
Entre
Cortes
Pontos e
Furos
Faz a
Essência de
Lucio
Fontana
Embrionar-se. 

Moduan Matus

Linhas de
Sérgio
Wax o
Traço arisco
Salta
Órbitas
Círculos de
Vento
Poesia
&
Pena no
Pó de
Coisas do dia. 

Moduan Matus

Um homem
É um homem
A exceção
E a regra
Da polis
Da política
Na polissemia
Brechtiana
Ao refletir
Nesse palco
A selva
De concreto. 

Moduan Matus

Engenharia de
Avião na
Arte de
Arquitetar
Estrondosas
Nuvens
Fazendo
Heraldo H B
Chover
Pingos
Poéticos
Na putaria
Patética
Do poder. 

Moduan Matus

Por
Cuba
Sim
Ples
Fotos de
Tatiana
Alberg &
Algumas
Paredes
Tatuadas que
Albergam o
Tempo. 

Moduan Matus

Mira
O anjo e
Locupleta-se
De estrelas
Distorcendo
O anil
Do céu
Na química
De um arco-íris
Vaporizando em
Joan
Miró
O cerne
Da arte

Popular.             

Moduan Matus

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Neste infindável ândito
O passo das letras
Cinge
O coração de aventuras
Estacado por mais obras-primas
E se não leva à Roma
Traz à Toscana
Ou pelo menos Firenze
Berço do Renascimento
De Leonardo
Berço do nascimento
De Leone
Dando fôlego à genética
À genialidade
Pigmentando
A beleza dos dias
Que estão por vir.

Moduan Matus

As meditações
Estéticas de
Guillaume
Apollinaire
Faz o poema
Caminhar
Nas paredes
Do tempo
Escrevendo
- assim como o relógio -
O que pode
A cada volta
Existir. 

Moduan Matus.

Aristides
Alves
Garimpa
Chapa(s)
Da
Diamantina
Em imagens
Adormecidas
Feito
Tes
Ouro. 

Moduan Matus.

Num desvairismo
Fica fundada
A interessantíssima
Pauliceia da língua
Brasileira falada
De Mário
De Andrade
Da tupi descaracterizada
De: ode(io) (a)o burguês
Da plúmbea alvorada
Da garota do Tietê
Da garoa no tiete
Na Paulista paulatina
De papos sopapos e empapadas.    

Moduan Matus.

Ventos de agora
Alavancam a luta
Por uma poesia
Sem classes e pautas
Feita de fatos
De Fabiano
Soares da Silva
A costa
À Mário
Lago onde o povo escreve
A história nas paredes
De uma cerca camuflada
Em democracia
Enquanto se nega o papel
Pelo valor da aparência.        

Moduan Matus.

Um discurso
Em mangas de camisa
(de)graus
Por toda escada
Tem Tobias
Barreto
Nascen(do)
Interior
Todo barro
Moldando
Toda a terra
No erigir
Da precisa escalada.
              
Moduan Matus.

Na luz
A possibilidade sombria
Baila absíntica
Na nudez
Do dia a dia
Cavalgando
Se expondo a
Edgar
Degas
Em enquadros
Movimentos
E modelos
Degradados.   

Moduan Matus.

Desditoso
Segue sem meta
Anorético
Limpando o sangue
Por eiras e beiras:
Santo Amaro ou cafundó
Indo ou vindo
Paulo Eiró
Abolindo fatalidades.
A alma inquieta
Quase morta
Procura um anjo
Mas que importa
                 Se vive o poeta!                 

Moduan Matus.

Não te adoram
Esses grunges (casas)
Que adornam
O entorno
Diz Theodor
Wiesegrund
Adorno:
- São indústrias culturais!
Entornando no mercado
Os valores mais banais.
            
Moduan Matus.

A beleza que
Gustav
Klint
Gostava
A(i)nda
Numa sucessão
Feminina
Mosaísta
E pictórica
De beijos
E toques de

Sensualidades.       

Moduan Matus.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Lá na aula
Da escola
Consultavas
Era o Aulete
Era escol
Enquanto eu
No velho
Aurélio
Duvidava
Da ortografia
Conquanto
Te queria
Hoje
Todavia
Dentre casais
Esquecemos
A poesia
Do Houaiss.      

Moduan Matus.

O que é bom
Chora em
Joaquim
Callado
Enquanto a
Flauta
Carioca
Fala a
Linguagem
Do coração. 

Moduan Matus.

Sem fotografias
Ângela
Montez
Monta
Molduras
E goza
O voo duplo
Feito verso
Escrito por
Luvas brancas
E enquadrado
Nas alturas. 

Moduan Matus.

De
Henrique
Filho
Fica
Henfil
Zeferino
E outros
Humores
Ferinos
Consertand(o)
Brasil
Qu´ele
Viu vil
E o que
                                                                                              Não viu.            
       Moduan Matus.   

Sela
Ales
Sandro
Buzo o
Bizu
Subur
Bano
Mano!
Convict(a)
Favela
Toma
Conta da
Periferia
De “nóis”
Que so(ma)mos
Sua voz! 

Moduan Matus.

Viaja
Vibrante
Num recital
O violão de
Andrés
Segovia
Em capacidade tamanha
São cordas
De náilon
Que ecoam e assanham
A Espanha. 

Moduan Matus.

Para cada coisa
Poema
Em sua metáfora.
Sinônimos
Antônimos
Antonio
Biz
Erra
Acerta
Arremessando
Palavras.
Palavras?
Cada coisa! 

Moduan Matus.

Xilo de
Rubem
Grilo
Grav(a)
Grafia que
Fica nas
Abstrações
Que tem o dia. 

Moduan Matus.

O desabrochado
Benjamin
Button
Entre fúrias
Se fechando
Num botão
Na casa de
Francis
Scott
Fitzgerald
E aqui aquém
Neste la(do) paraíso
Indígenas
Despidos
Promovem a festa
Do fim ao começo.     

Moduan Matus. 

Oxiopista
Marcio-andré
Marcha
Em cio
Rumo ao
Ideograma no
Palimpsesto
Batalhando o
Verbo em
Movimento de
Princípio ao fim. 

Moduan Matus.

Água
Sombra
Cores
Luz
Riscos
Céu
De Marcos
Duprat
Sobre o
Papel
Num lápis
Oleoso
No pastel. 

Moduan Matus.