terça-feira, 7 de julho de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Sabendo-se
PoeMário da
Silva
Brito
Antes quanto
Depois tanto
Retratos
Recolhendo
Coisas
Do exótico
Do frágil e
Do efêmero
De palavras
E de homens
Simbióticos. 

Moduan Matus

Provocações
Debochadas
E coriscantes
Do inoportuno
E irreverente
Antonio
Abujamra
Filosofa
E assim é
Se lhe parece
A secreta
Obscenidade
De cada dia
Nesse corrosivo
Inferno
Que são os outros.         

Moduan Matus

Gordas
Rosas
Em cores de
Gustavo
Rosa
Plantadas
Ao solo
Tropical
Crescendo
Feito
Tranças e
Crianças. 

Moduan Matus

Amando
Sempre
Armando
Freitas
Filho
Se enfia pelas
Frestas para
Fora das grades
Do corpo
Tateando
A meia voz
A meia luz
Quase às cegas
Todo
Êxtase. 

Moduan Matus

Dimensões
Invisíveis
De espaço
Entre
Cortes
Pontos e
Furos
Faz a
Essência de
Lucio
Fontana
Embrionar-se. 

Moduan Matus

Linhas de
Sérgio
Wax o
Traço arisco
Salta
Órbitas
Círculos de
Vento
Poesia
&
Pena no
Pó de
Coisas do dia. 

Moduan Matus

Um homem
É um homem
A exceção
E a regra
Da polis
Da política
Na polissemia
Brechtiana
Ao refletir
Nesse palco
A selva
De concreto. 

Moduan Matus

Engenharia de
Avião na
Arte de
Arquitetar
Estrondosas
Nuvens
Fazendo
Heraldo H B
Chover
Pingos
Poéticos
Na putaria
Patética
Do poder. 

Moduan Matus

Por
Cuba
Sim
Ples
Fotos de
Tatiana
Alberg &
Algumas
Paredes
Tatuadas que
Albergam o
Tempo. 

Moduan Matus

Mira
O anjo e
Locupleta-se
De estrelas
Distorcendo
O anil
Do céu
Na química
De um arco-íris
Vaporizando em
Joan
Miró
O cerne
Da arte

Popular.             

Moduan Matus

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Neste infindável ândito
O passo das letras
Cinge
O coração de aventuras
Estacado por mais obras-primas
E se não leva à Roma
Traz à Toscana
Ou pelo menos Firenze
Berço do Renascimento
De Leonardo
Berço do nascimento
De Leone
Dando fôlego à genética
À genialidade
Pigmentando
A beleza dos dias
Que estão por vir.

Moduan Matus

As meditações
Estéticas de
Guillaume
Apollinaire
Faz o poema
Caminhar
Nas paredes
Do tempo
Escrevendo
- assim como o relógio -
O que pode
A cada volta
Existir. 

Moduan Matus.

Aristides
Alves
Garimpa
Chapa(s)
Da
Diamantina
Em imagens
Adormecidas
Feito
Tes
Ouro. 

Moduan Matus.

Num desvairismo
Fica fundada
A interessantíssima
Pauliceia da língua
Brasileira falada
De Mário
De Andrade
Da tupi descaracterizada
De: ode(io) (a)o burguês
Da plúmbea alvorada
Da garota do Tietê
Da garoa no tiete
Na Paulista paulatina
De papos sopapos e empapadas.    

Moduan Matus.

Ventos de agora
Alavancam a luta
Por uma poesia
Sem classes e pautas
Feita de fatos
De Fabiano
Soares da Silva
A costa
À Mário
Lago onde o povo escreve
A história nas paredes
De uma cerca camuflada
Em democracia
Enquanto se nega o papel
Pelo valor da aparência.        

Moduan Matus.

Um discurso
Em mangas de camisa
(de)graus
Por toda escada
Tem Tobias
Barreto
Nascen(do)
Interior
Todo barro
Moldando
Toda a terra
No erigir
Da precisa escalada.
              
Moduan Matus.

Na luz
A possibilidade sombria
Baila absíntica
Na nudez
Do dia a dia
Cavalgando
Se expondo a
Edgar
Degas
Em enquadros
Movimentos
E modelos
Degradados.   

Moduan Matus.

Desditoso
Segue sem meta
Anorético
Limpando o sangue
Por eiras e beiras:
Santo Amaro ou cafundó
Indo ou vindo
Paulo Eiró
Abolindo fatalidades.
A alma inquieta
Quase morta
Procura um anjo
Mas que importa
                 Se vive o poeta!                 

Moduan Matus.

Não te adoram
Esses grunges (casas)
Que adornam
O entorno
Diz Theodor
Wiesegrund
Adorno:
- São indústrias culturais!
Entornando no mercado
Os valores mais banais.
            
Moduan Matus.

A beleza que
Gustav
Klint
Gostava
A(i)nda
Numa sucessão
Feminina
Mosaísta
E pictórica
De beijos
E toques de

Sensualidades.       

Moduan Matus.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Lá na aula
Da escola
Consultavas
Era o Aulete
Era escol
Enquanto eu
No velho
Aurélio
Duvidava
Da ortografia
Conquanto
Te queria
Hoje
Todavia
Dentre casais
Esquecemos
A poesia
Do Houaiss.      

Moduan Matus.

O que é bom
Chora em
Joaquim
Callado
Enquanto a
Flauta
Carioca
Fala a
Linguagem
Do coração. 

Moduan Matus.

Sem fotografias
Ângela
Montez
Monta
Molduras
E goza
O voo duplo
Feito verso
Escrito por
Luvas brancas
E enquadrado
Nas alturas. 

Moduan Matus.

De
Henrique
Filho
Fica
Henfil
Zeferino
E outros
Humores
Ferinos
Consertand(o)
Brasil
Qu´ele
Viu vil
E o que
                                                                                              Não viu.            
       Moduan Matus.   

Sela
Ales
Sandro
Buzo o
Bizu
Subur
Bano
Mano!
Convict(a)
Favela
Toma
Conta da
Periferia
De “nóis”
Que so(ma)mos
Sua voz! 

Moduan Matus.

Viaja
Vibrante
Num recital
O violão de
Andrés
Segovia
Em capacidade tamanha
São cordas
De náilon
Que ecoam e assanham
A Espanha. 

Moduan Matus.

Para cada coisa
Poema
Em sua metáfora.
Sinônimos
Antônimos
Antonio
Biz
Erra
Acerta
Arremessando
Palavras.
Palavras?
Cada coisa! 

Moduan Matus.

Xilo de
Rubem
Grilo
Grav(a)
Grafia que
Fica nas
Abstrações
Que tem o dia. 

Moduan Matus.

O desabrochado
Benjamin
Button
Entre fúrias
Se fechando
Num botão
Na casa de
Francis
Scott
Fitzgerald
E aqui aquém
Neste la(do) paraíso
Indígenas
Despidos
Promovem a festa
Do fim ao começo.     

Moduan Matus. 

Oxiopista
Marcio-andré
Marcha
Em cio
Rumo ao
Ideograma no
Palimpsesto
Batalhando o
Verbo em
Movimento de
Princípio ao fim. 

Moduan Matus.

Água
Sombra
Cores
Luz
Riscos
Céu
De Marcos
Duprat
Sobre o
Papel
Num lápis
Oleoso
No pastel. 

Moduan Matus.


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Na terra
Cantada de
Joan
Baez a
Pretensa
Paz
Toda a vez
Civiliza
Enraíza
E quão
Ainda se
Precisa. 

Moduan Matus

Nos cantos
Giacomo
Leopardi
Dante e
Outros
Esquecidos
Na estante
Ardem
Dando-nos
O nascer
Não
O morrer.
Tudo num fio
Tardio
Comprido
Cumprindo
Abrindo
Indo
Nunca findo. 

Moduan Matus


Surrealista
A tarde
Anarquiza
Desviando
Os caminhos de
Luis
Buñuel.
Esse anjo
Exterminador
De possibilidades
E relance
&
Recorte
Fazendo surgir
Na tela
O fantasma
Da liberdade. 

Moduan Matus

As gracinhas
Em versos de
Hercy
Charpinel
Gama
A vida
Convida
Da lama a grama
E se é eterna
A criança
Logo o fazer
Amálgama.      

Moduan Matus

Vilão
Ou não é
François
Villon
Sempre
Dependurado
Ao moderno
Bel-prazer
De viver
A balada do
Enforcado. 

Moduan Matus


Ao osso
Ângelo
Venosa
Tateia
Como
Ventosa
Articulando
Esculturando
Entre
Vazios
A vida
Na pele
Do ar. 

Moduan Matus

Seja
Áustria
São Paulo
No céu
Arranhado
No concreto abandonado
Rio
Numa partida onde
Fernanda
Branco
Rodopia por
Campinas
O mundaréu
Centrifugado
Em palavras ao
João ou ao
Léu. 

Moduan Matus


Truão
Maior
Fortuna
Monta
E dês
Monta.
De dez
A zero é a
Crítica
Cartunista &
Construtivista
Pela afronta. 

Moduan Matus

Saravá
Brasil de
Bráulio
Tavares!
Aparias e
Apócrifos do
Peito de cada
Homem
Traz a
Sorte
Que em artificiais
De si resta forte
Suportando
Iguais
Que assim são
E mais serão totais. 

Moduan Matus


Traços
Delineadores
Saem da
Boca de
Flávio
Nakandakare
Junto
A uma explosão
De cores
Formando a
Plasticidade
Da arte
Pelos movimentos
Cultores.                       

 Moduan Matus


sábado, 7 de março de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Os quatro
Quadros em
Quatro
Lados
Quadriculados
Emergidos de
Herme
Lindo
Fia
Min
Ghi
Fiando
Estão
Tecidos. 

Moduan Matus

Com
Par
Ando
João
Cabral de
Melo
Neto
Numa
Feira do
Livro.
Vida:
Obra
Severa
Tipo letra
Tipo pedra. 

Moduan Matus

Crescendo e
Decrescendo
Antonio
Maluf
Acrescendo
Possibilita
Equações
Do novo
Ao ovo no
Concretovoo
Pigmentado
Do íris. 

Moduan Matus

Repenica
Nicolas
Guillén
No couro
Do lagarto
Verde
Ritmando
La poética
Cubana
Congo
Solongo el
Songo em solo bacana.  

Moduan Matus

Na melancolia de
Chet
Baker
O baque:
Jazz
Um trompete
Beijado
A fundo
Vertendo as
Lágrimas
Da noite
A pleno
Pulmões. 

Moduan Matus

O melaço que
Rogério
Batalha
Entornou
Penetrainda
As vias da podridão
De vinteum
Séculos onde
A carne humana
(trans) passada
A ferro e a fogo
Coze em servidão. 

Moduan Matus

O luxo do bom
Joãosinho
Trinta
Desfilando
Na avenida
Enquanto
O lixo do
Poder é
Despejado
Na vida
Quando não
Embaixo do tapete.
Alimentam-se os sonhos
Numa inapetência
De realidade
   Mas tudo é social.

Moduan Matus

O cão
Na casa
De madeira
Conserva
O livro
Num vidro
E ilustra
Isidro
Ferrer
Numa lente a
Instalar
Navegar e
Poemar
Pelo mar. 

Moduan Matus

No seio do povo
Os anseios
Saúdam
As mãos
Tingidas de
Ilia
Repin
Repintando
O itinerário
Da perambulagem
Na livr(e)
Realista
Paisagem.

          

Moduan Matus

Janice
Caiafa
Verseja que
O ouro tudo tinge:
Neve rubra
Chuva de prata
Branco em chamas
Esperança vã.
Atinge
Todo. 

Moduan Matus


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Signos: Poemas-Instalações

Uma casa de
Bonecas com
Colunas da
Sociedade
Monta o
Palco de
Henrik
Ibsen e
Mostra o
Inimigo
O espectral
Terror e a
Comédia do
Amor. 

Moduan Matus.


Em suas
Confissões
Annita
Costa
Malufe
Recolhe nos
Fundos para
Dias de chuva
O verso
Transbordante
Que falta
Para sorver
O estio. 

Moduan Matus.


Teatro
Ca
Bares
Boemia
& sombras
Propagam-se de
Toulouse-Lautrec
Metade
Pelos muros
Metade ao
Meio-fio
Num cartaz
Meio
Descartado. 

Moduan Matus.


Ele o
Olho nu de
Dado
Amaral
Rolado
Se queda
Dentro
Tatuando
Imagens
Que ocorrem
Escorrem e
Jorram do
Cerne. 

Moduan Matus.


Peixes
Ratos
Homens
Verbo coisa
Da ira de
Connery Row
Espelho onde
John
Steinbeck
Duplica
Degredos
Ao sol...
Se ainda houver sol. 

Moduan Matus.


O azul escuro
Céu de
Alexandre
Barbosa de
Souza
E os versos pardos
Sobre os telhados
Nas casas
Da imaginação
Levitam. 

Moduan Matus.


Fotos de
Fatos &
Filmes
Feitos do
Brasil
Que (quase)
Ninguém
Viu
Faz de
Thomaz
Farkas o
Fotourbanista
Do clique
Mai(s)util. 

Moduan Matus.


Despid(a)
Poesia de
Maria
Teresa
Horta
Lavra pela
Sede do corpo
Delirante de
Prazer
Para a voraz
Semente
Suster. 

Moduan Matus.


Entre
Madeira e
Pedr(a)
Perspectiva
Inextrincável de
Escher
Enche e
Perpassa o
Sólido
Solo em
Holo
Edrias
Incontroversas
& versa o avesso. 

Moduan Matus.


A letra do poema
Dança
Duo-uno
Em rodopios de
André
Gardel
Formando
A meia luz
O coquetel. 

Moduan Matus.