sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Signos: Poemas-Instalações

 

Os rumos de

David

Hume

São sentidos

Estados de

Consciência

Dentre

Morais

Estabelecidas

Só por

Possibilidades

Na natureza

Humana.                   Moduan Matus.



 

Do cenário

Ao avesso

Luzes

Revestindo

Rebuscando

Emocionadas

Ilusões

Sabatinadas

De Sábato

Magaldi

Quando

Contidas

No roteiro

Do teatro

Brasileiro.             Moduan Matus.




 

No silêncio

Da chuva

Do céu

De origamis

E papel

Lucubra

Em passos

Espinosa

Martelando

A intuição

De Luiz

Alfredo

Garcia-Roza.             Moduan Matus.




 

Em sua

Estética

Arte

Cinética

Alexander

Calder

Move

Móbiles

F(p)eixes

E formas

(edi)

Ficantes.                 Moduan Matus.

 




O coro

No caso

Da casa

Assassinada

De Lúcio

Cardoso

Causa

(in)

Cômodos

Desconhecidos

Aos dias

Perdidos.                Moduan Matus.

 




O fio

Dos dias

Distendendo

Escorrendo

Da poesia de

Eduard

Bagrítzki

Dando cores

A casa

Dos minutos

Que vão

Pintando.                       Moduan Matus.




 

O visual

Histórico de

Pedro

Américo

Tinge

As cores do

Passado

A toques de

Tinteiro no

Grande

Campo do

Academicismo

Brasileiro.                               Moduan Matus.




 

Ao

Alçar

Alvar

Aalto

Erige

Iluminando

Decorando

Projetando

Um poema

À madeira

À arquitetur(a)

Aino e

À Aalborg

Humanizando.                          Moduan Matus.



 

Mosaico

Laico

Poemado

De Breno

Camargo

Serafini

Define

Uma geração

Millor(rada)

Pront(a) editoração

Aos pintados

Ejáculos

Do sol.                                        Moduan Matus.         



    

 

Arquitetando

Carimbagens

Nos nervos

Da cidade

Waldemar

Zaidler

Vai prendendo

Na trama

Do gosto

Umuro

Exposto.                       Moduan Matus.




 

Cheganças

Reisados e

Pastoris

Desfilam no

Interior de

Amadeu

Amaral

Junior

Bumbando

A festa

Das danças.                   Moduan Matus.



 

As castrações

Ao heloisista

Pedro

Abelardo de

Le Pallet

São amarguras

Calamitosas

De sim e não

De pró e contra

De amor e ódio

Do empirismo

Ao desígnio

Da razão.                           Moduan Matus.




 

Do Japão

Pequenas asas

(n)a mala

De Hana com

Karen

Levin(e)

Fumiko

Ishioka

Querem

Aprender

Sobrevoand(o)

Absur(do)

Interromper.                Moduan Matus.



 

Do barroco

Ao Arraial

Do Tijuco

Emérito

No período

Colonial

Em sons e

Na técnica

Musical

José

Joaquim

Emérico

Lobo

De Mesquita

Do moteto

A antífona

O organista conquista.               Moduan Matus.



 

No arco

Do céu

Da boca

Em riso

A poesia

De Iliá

Zdaniévitch

Num furueismo

Pinta as cores

Em chamas.                         Moduan Matus.

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Signos: Poemas-Instalações

 

Ainda

Vagueiam

As réplicas de

Júlio

Ribeiro

Vaugham

Pelas peles

Camaleônicas

Sobre a carne

Procelária

Entre evolução

E revolução

Corroendo

A liberdade

Do pensamento.               Moduan Matus.

 



O odor

De eucalipto

Em água

E terra

Dia

Após dia

Transformaram

A poesia de

Salvatore

Quasimodo

Numa

Trincheira

Cultural

Entre os lados

Do mal.                        Moduan Matus.

 



O azul se rasga:

Rubro

Vibra

Versos

Verve de

Alcides

Brás dos

Santos

Em amplos sussurros

Emersões

E a lua

Mel em pelo

Goza.                                  Moduan Matus.

 



Aí de

Guenáldi

Aigui

Surge

A poesia

Russa

Depois de tantos

Países e

De tantas escaramuças

A leitura agora

Aguça.                                      Moduan Matus.

 

Terceira margem do rio

Couro de cobra

Norato

Toca escultural

Do Manoel

De Barros

Refletidas nadadeiras

De policromados

E o sonho do caboclo

Inventando o pescar:

Se for de bem, pode ficar

Se for de lua, vai passar

Cabrum praticumbum

Tacobodoquechovia

Boto Raul Bopp

Zarabatanabocanhar

Negro e branco são um

Que nada pelo cafundó

Rio de água só

Nunca pede pra passar.                      Moduan Matus.

 

 



Escutando

O invisível

Eduardo

Calil

Aplic(a)

Retórica

Comportamental

De que as

Ideias

Exercitam

Um princípio

Atávico

Ao conceitual.                Moduan Matus.

 



Domínios de

Jaime

Wallwitz

Cardoso

São goteiras

Em altas horas

Nos cantos da alma

Vertigem

Mergulho

Verve de apreço

Passo e

Ultrapasso.                          Moduan Matus.

 

 



Tistu

Um menimo

(de)do verde

Em nuvens

Atravessa

Tempos

Do Maranhão

A Maurice

Druon

Tentando

Regar

Tamanha

Devastação.                 Moduan Matus.

 



O caso

Contado

De Mario

Ribeiro

Da Cruz

À sombra

Do mercado

Tem cheiro

De terra

De gente

De bicho

Do roçado

E reversa

Joias do

Passado.               Moduan Matus.

 



Romances

De amores

Novos

Ou velhos

São lidos

Sob a sombra

Do que fomos

Enquanto

Luís

Sepúl

Veda

Frestas

Do que

Seremos.                     Moduan Matus.

 



Parte a

O prelo

A pesquisa

Jornalística

De Emmanuel

Macedo

Soares de

Araru

Am(a)

Niterói

Suas histórias

E memórias.

O tempo

Não corrói.                Moduan Matus.

 



Partilhas

De sombras

Ensimesmadas

À beira dos

Corpos

Alimentam

O breu

Interior

Que Walmir

Ayala

Descreve

Nas brumas

Do estupor.               Moduan Matus.

 



Um brinde

A casa aberta

De Fernando

Brant!

Em Caldas

O caudal

Letreiro em

Travessia

Pelo fio da

Esperança

Tece

E alcança

Esquinas

Dobradas

De lembranças.            Moduan Matus.

 



A verdade

Que liberta

Mora junto

Ao altruísmo

Que transforma

A filosofia de

Thomas

Henry

Huxley

No cultivável

Jardim

Humano.                        Moduan Matus.

 



De Antonio

Barreto

Poemovem-se

De ar

De vizualiz

Ar

Vagam

Vez de vento

Luzem

De alado

Lados

Asas

Par

E pousam

Pausa

No pomar.                      Moduan Matus.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Signos: Poemas-Instalações

 

No cosmo

A saga

Do viageiro

Carl

Sagan

Um pálido

Ponto azul

Incontido

De eternidade

Dentro e fora

Não sendo nada

Além de desejo

De firmamento.                      Moduan Matus.




 

Teo ria

No teatro

Que desatrofia

Enquant(o)

Drama

De Paulo

Bio

Via

Vianinh(a)

Ironia

Descrever

A mais

Valia.                                    Moduan Matus.




 

Definindo o objeto:

A consciência

Conciliando

Conceituando

Estruturando

Direcionando

Princípios de fenomenologia

Feito

Edmund

Husserl

Cheio de razões

Mutantes

Dos estados mentais.                      Moduan Matus.

 




Conceição

Albu(querque)

Os versos

Perfil(em)

Sombras

De antes

De vozes

Do agora

Anônimas

Próprias

Em querências

E bucolismos

Refulgindo

O amanhã azul.                          Moduan Matus.

 



Em feira livre

De Duque

De Caxias

O cordel de

Francisco

Barboza

Leite

Redesenh(a)

Poesia

Num voo

Em ânfora

De enigmas.                             Moduan Matus.

 


Aposte

No graffiti

De cabeça

Feito por

John

Howard

E a comunicação

Será

Por todos

Sentida

Em qualquer

Lugar.                                      Moduan Matus.

   



Como tesouro imortal

A poesia necessária

E a felicidade

São quase nada.

Pode perecer

Romance no dial

Narrando tardes radiofônicas

Na fibra

No salto da inquieta

Maria

Muniz

Para mulheres

Quiçá homens

Que ousam hoje

No social

Que ela sempre quis.                    Moduan Matus.

 



Ossadas sobre ossadas

Descende

Flui a poesia

E o rio caudaloso

Avança em avalanche

E cálcio

Entre o pó

Do Pará.

O poema

De Paulino

De Almeida

Brito

Molha o horizonte

Noite em claro

Despertando auroras

De novos dias.                            Moduan Matus.

 



Moa-se

Em sí

Sinas em

Sinais

Insinua

Moaci

Cirne no

Cerne e na

Verve da

Sinuosa

História

Quadricular.                        Moduan Matus.

 




A poética

Da natureza

Das coisas

Sabiamente

Diz

Lucrécio:

Vem

De dentro do

Invisível

Liberta

Do medo

E torna

O mundo

Possível.                         Moduan Matus.

 



Abc de xácaras

Em últimos

Harpejos

Apeam

Em Sílvio

Romero

Recolhidos

Em elos

Fabulosos

De tradição

Do cancioneiro

Brasileiro.                       Moduan Matus.

 



À beira

Ibérica

Xosé A. Neira

Cruz de

Santiago de

Compôs

Tela

E prata

Na feira

Deste lado

Aquarela

Destinada

Destilada

Fermentada

Fervilhada

Polvilhada

De histórias

E de Castela.                          Moduan Matus.

 



Na flor do dia

Na pedreira da vida

No sindicato dos bichos

E na marreta da morte

O cordel

Xilogravado

E encantado

De Minelvino

Francisco

Silva:

Precioso garimpado.                         Moduan Matus.

 



Na voragem

Construtivista

A poesia

De Iliá

Selvínski

Atravessa

O mar

E o vento

Uivante

É o eterno

Declamar.                                    Moduan Matus.

 



No binóculo

Contos do

Arco-da-velha

De Alberto

Figueiredo

Pimentel

E uma carochinha

De Macaé

Ao universo

Pelo Rio

Vai passando

(d)e(s)correndo

Narrando

Encantando

E significando.                       Moduan Matus.

 




Na dispersão

De Mário

De Sá-Carneiro

O que permanece

Enlouquece

Até que retorne

Ao que não havia

No meio

Do ser

Entre

O inferno

Do gelo

E o fogo

Do céu

Na hipotermia.                          Moduan Matus.

 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Signos: Poemas-Instalações


Chorando
Por amor
E desamor
Numa rancheira
Repleta
De recados
Segredos
E dor
Chavela
Vargas
A flor
Desafiando
Para toda a vida
As marcas
Do passado.                     Moduan Matus.





Vermelho
O coração
Não toma sol
Instiga
Sentidos
Humanizando
Em nós
O que se lê
Do dizer
De Bartolomeu
Campos
De Queirós.              Moduan Matus.




Pleno dia ser
Tintin por
Quinquin e
Samuel
Feijóo
Cantando
A pobreza
E a riqueza
Camponesa
Pintando
A cultura
Do despertar
Delineando
Pelos signos
Da tradição popular.             Moduan Matus.




Que bom te ver
Viva
Visão
Lúcia
Murat
Brava
Em doces poderes
De fêmea brasileira
No olhar
Na memória
Em contar
Como queira
Guerreira!                               Moduan Matus.





Como um pássaro
Pousado no fio
Da meada
Rainer
Wirner
Fassbinder
Faz relacionando
Em fitas
Conflitos
Bestas humanas
E a perfídia
Que corrói a alma
Numa corda bamba
E escorregadia onde
Nem todas as lágrimas
São amargas.                          Moduan Matus.





Varal de poemas
Ao sabor do vento
Na Carioca
São asas da literatura
Independente
Em ir e vir
Por pousos e restauros
Na Banca Nacional
Calcada calçada
Que se instaura
Pelos pés
De letras
De Douglas
Carrara.                                 Moduan Matus.





Ondas cinéticas
Efeitos feitos fractais
São progressões
Projeções cinecromáticas
Primazias de
Abraham
Palatnik
Em movimentos das cores
Ordenadas no espaço
Instaladas em jogos óticos
Em objetos-luz
Onde a arte seduz.                    Moduan Matus.





Fotografando
A Amazônia
Ao Equador
Rolf
Blomberg
Escritor
Protegeu
Defendeu
Documentou
Filmou e
Casou
O que a terra
Para a arte
Preservou.                     Moduan Matus.





Na rua
Orla ativa
Carlos
Scliar
Cria
Inovando em métodos
Pertencendo sentidos
Preservando dunas
Gravando imagens
Temperando redes
Pintando murais
Ilustrando casos
Donde tanta arte
Da natureza se faz.                           Moduan Matus.





Imóvel
O todo
De um
É
E não passa
De aparência
Restando
Saber de
Xenófanes
Sobre
O giro
Da terra.                                       Moduan Matus.






Na casa grande
Do médico/futebolista/poeta
Ézio de Oliveira
Rocha
Só o muro
E os pés de fícus
Sem viços
Ficaram
Para ver se arrastar
Agonizante progresso
Perdendo a memória
Mas
Ali há ainda simbioses
Fusões e gêneros
Que o espaço
Aguarda para a história.               Moduan Matus.





Difuso
Em poesia
Du Fu
Fugia
Em rastros
Querelas
Que difundia
E da fúria
Ele esculpia
Em alabastro
Bandeiras
Fugidias
Dos mastros.                          Moduan Matus.





Isabel
Pons
Põe
Metas
Relevantes
E gravuras
Traçantes
Em metais
Expondo
Estupendas
Estampas
Visuais.                                 Moduan Matus.





A mesmice
Não tira ninguém
Do normativo
São micropoderes
De podridões
Da qual fala
Michel
Foucaut
Em controles
Periféricos
De belos
Argumentos
No oba oba
Irônico
Do lugar
Morado de estigmas.                     Moduan Matus.





Chapéu e violão
De Robson
Gabiru
Saúdam mesmo
Mudando de lugar.
Irreverência
Humor
Músicas
Do compositor
Na memória vão ficar
O trem na onomatopeia:
Pataco-pataco!
Toda hora vem lembrar:
A arte ímpar
Nos pares
Revive no criar.                          Moduan Matus.




O que revoluciona
As massas
São os movimentos
Sovas
De compressão
Do mais abaixo
Onde
Uma transversal
Rosa
Luxemburgo
Indica
Filosofal decisão:
Tudo pode escoar
Pelo ladrão.                        Moduan Matus.






Tergiversações
Desfiguram
Plasticidades
Periféricas
Contidas em
Jean-Michel
Basquiat.
Viciosos consumos
Moldam em moda
Dissimulando
A urbanidade
Como se fosse
Somente
Ilusão.                                Moduan Matus.