sábado, 1 de setembro de 2018

Signos: Poemas-Instalações


O cristianismo
Pecando
O corpo
Nu
Não apaga
A força
O passado
O culto
O sensualismo
Pelado
Greco-romano
Leócares
É o cara
A apologia
Carna(l)valesca
Das belezas.                     Moduan Matus.        




Numa trincheira de
Espelhos um
Poeta clandestino
Acende ideias num click!
Talvez seja um chip de
Xico
Chaves ou chopes
Pintando em flict ou
Bipando
Chiques
Moniques
Querendo
Nesta noite
Divisões
De egos trips.                        Moduan Matus.




Controle social
Truque
Tendencial
Hein
Émile
Durkheim!
O nexo
Paradoxal
Do poder
Em modismos
Exercer
O sistema
Neoliberal.                          Moduan Matus.
          



Sombras não morrem
Perdem-se
As fábulas
Do anima(l)do amor
Diz tanto
Da distância
Discreta
Marcando
Marco
Túlio Costa
Com flecha
Quanto o cupido vesgo
Que enverga o arco
Não enxerga
O próprio charco.                            Moduan Matus.




De ti
Copacabana
As coisas boas da vida
Espirituosa e
Quase santíssima de
Ru
Bem
Braga
Bradam
Bem
Entre as
M(en)(M)inas e Ipanema.                           Moduan Matus.



Ser de
Fonte fort(e) luz lazúli
A letra que samba
Dos dedos prosas
Em poemas
De Sérgio
Fonseca
Significando
Batucando
Dizendo no pé
Servindo de canto
Causo e alento
Ante aos esquecimentos
Crônicos & platônicos
Fazendo milongas
Jongos & poemas
Fluírem as tongas.                                Moduan Matus.




A arte
Poética
Sem exagero:
Carpe
Diem
Em cartas
Cantos
Odes e
Sátiras
Ao vinho
Quinta do
Quinto
Horácio
Flaco
São sempre
Hedonismos.                      Moduan Matus.




A vida
Sal
Sem
Mar de rosas
É querida.
A nau
Dos navegantes
Sem rumo
Vai & vem
E valsa no prumo
Da força dos ventos
Vindo do porto
De expirar & inspirar
Edu
Lo
(Bo)rges
Todos: inspiração
& alumbramento.                                    Moduan Matus.




Sempre assim
Parte de nós todos
Deste mito
Deste medo
Deste mim
Ata deste átrio
Parteatro &
Antonin
Artaud e... transe
Transe e ataúde.
Subvertedor
Amiúde
Da morte cruel
Do sobreviver de sobrevidas
Ao choque da condição humana
Do “mais que pude”.                                          Moduan Matus.




Antonin
Artaud
Na tona
Da arte
Atre
Vid(a)
Um duplo
D´ator
D´atriz
Traduz
De tudo
Conduz.                                      Moduan Matus.


sábado, 4 de agosto de 2018

Signos: Poemas-Instalações


Corporal

Danç(a)
Língua(gens)
De Rafael
Mike em
Beatboxing
De toque
No microfone
Macrossom
De batuque
Em hip hop
Repente
De poesia a
Contagiante
Extasia.                                   Moduan Matus.




Apaixonadas ousadas
Rebeladas
São as viagens
De Flora
Tristan
“pária”
Solitária
Vó de Gauguin
Solidária
A união
Operária
Num feminismo
E cicatrizes
Onde se alojam
As balas
Exasperantes
Do embrutecimento
Humano.                                Moduan Matus.




A sua
Floresta (é)
Dos leões
A púbis é dos pubs
Dos putos
Que lúbricos
Se curvam
E cravam
Na escrava
No cio nu de
Lúcia
Nobre às
Léguas &
Letras &
Línguas do
Por em
Purri pô ou
Pot-pourri.                       Moduan Matus.




Grávido de sábia utopia
A vida sadia
Sai de
Sady
Bianchin
& assin(a) rebeldia
No nervo exposto
No circo armado
Nos rotos rostos
Dos safados
Superm(e)(a)rcados
Só em sonho & poesia.                   Moduan Matus.



Sem
Oscilar
Tarsila do
Amaral
Tece
Sela
Opera
Cores na
Colcha
Em silo
Central do
Brasil dos
Operários
Marcados
Cortados
Em retalhos
Entre sacos
Bagulhos
Alhos &
Bugalhos.                               Moduan Matus. 



No
Pando
Eis
Marcos
Konder
Reis
Poemas
Soprando.                           Moduan Matus.



Ur
Bana(l)
Urbes de
Ru
Bens
Gerch
Man
Tem nova
Figuração
Ind(i)o
Onde
Gente
Encaixa(o)
Chão
Ao jardim
Da oposição.                                Moduan Matus.




COM TEMPLO
Parti(lha)
Remos
Por ti
José
Martí
Nas bocas
Dos rios
Remaremos
Rumaremos
Para sentir o hoje
Sempre
Novo existir para
Para assistir de
La tierra
Rugir
O sangue
Caliente
Que nunca erra.                               Moduan Matus.  




A estrada
Do interior de
Minas
Gerais
Tem o pé
O olhar
E as cores de
Ronaldo
Pio dos Santos
Em todo o
Caminho
Da arte
Quando se quer
Quando dele
Faz-se parte.                                           Moduan Matus.
  


Na cenografia
De Marcos
Flaksman
O dimensional
Duma tela
E o longo
Alcance
Da ilusão
Numa usina
De turbulências
E metáforas
Estatizadas.                                 Moduan Matus.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Signos: Poemas-Instalações

Em separados
Espaços
Absurdos do
Qorpo-Santo
Manifestam
Meneios
Do ser
No palco
Das possibilidades
De hoje
Estar um
Personagem
Amanhã
Outro.                                       Moduan Matus.





Um
Grito
Um
Berro
Um
Berto
(um)
Eco
E o nome da rosa
Gemendo
Pelos
Montes
De inquisições
Impostas
& sedentas
Plantadas
As vidas
Ávidas.                                     Moduan Matus.





CÓDIGOS
CO`DIGO
A(s)
F(rases feitas por)
Fonso
Á
Vila
Falam de
Minas
Barroquista
Que
Na cálida
Ca
La
Da
Con
Quista.                                     Moduan Matus.





Andança
Gil Berto Gil
Passos
Dias
Aguiar
Pelos sinais
Da refestança
Da refavela
Da manifestação da alma
Etnodiscentrista
Girando rodando
De quando em quando
Apanhando
Coisas no ar
Do próximo
Que possa
Sempre
A longa estrada
Somar.                                   Moduan Matus.





Francisco
De Goya
Y Lucientes
Y inocentes
Y inconscientes
Y inconscistentes
Y inconstantes
Y gravuras
Y agravantes
Y disparates
De formação
Despertando
O colosso
Da imaginação.                            Moduan Matus.





Abala-se
José
Albano
No tino &
Atira
Contando
O que sofria
No ódio
Nas rapsódi(as)
Viagens das
Línguas &
Odes
Pelos
Amores
Um tanto
Podres.                             Moduan Matus.





Benta
Boca de
Bessie
Bronze
Brada
Belos
Blues
Brotando
Bem
Bacanas &
Bucólicos.
Bis!
Bis!                               Moduan Matus.





Arquitetando
Linhas
Comportamentais
Lina
Bo Bardi
Ressignifica
O espaço
A visão
Do lúdico
Que
De dentro form(a)
Urbanização
De mundos.                         Moduan Matus.





Junções
De papéis
Dão significados
Semiológicos
Ao que se instala
Partindo
Das hipóteses
Em que
Charles
Sanders
Peirce
Induziu
A existência.                            Moduan Matus.




Na roda
Ivone lê
Man
Da
La(n)dim
Retirando das letras
A palavra andarilha
Lilás poesia que
Fulanas de tal
(in)vestidas
Em algodão e cetim
Bailam em gêneros
Ao ar vital.                                  Moduan Matus.





Eu sou o
Que eu sou
Quase toda
Um Porto
Rico
Hi(spano)
Brida
Rosa
Rio
Morales &
Harlem
Marcam em
Mim o (invisível do) mundo.                    Moduan Matus.



Grata
Gaita de
Mau
Ricio
Ein
Horn
Entorna
Em
Torno o
Tom
Semente de
Som
Nas
Cente na
Gente.                                      Moduan Matus.




Pulsar
Sibila
Silva nos
Cumes
O que se
Aproxima
No tempo
Seguinte dos
(que são)
Seguintes.                                Moduan Matus.




O sonho de
Albert
Camus
Porvir
Após o chute
Da peste
E
Qui
Li
Bra
Interrogando
Questionando
O pútrido existir.                                 Moduan Matus.




Obstinados
Com espíritos livres
E pés alados
Kazuo
Ohno e
Tatsumi
Hijikata
(ar)riscaram
Um plástikocorpo
No palco
Avançado e a
Arrojadança
Butô
Deslanchou
E disseminou.                                    Moduan Matus.




Pluri
Dimensional
Hélio
Eichbauer
Adorna o
Parque
De sementes
Humanas
E brot(a)
Congruência
Híbrida
Do amanhã.                         Moduan Matus.



Assim
Se move
A casa
E o botão
&
Assim
Isaac
Asimov
Trabalha
Trabalha
Trabalha
Para comprar
E novo
Botão na casa
Apertar.                               Moduan Matus.



Um recado
Na porta
Pagu:
Uma
Massa
Uni
Forme
Mente
Descansa
No Brás(il)
A espera
De obras
De remo
Delações
Do nada.                       Moduan Matus.



Flor
Bela
Espanca
Nasce
Da dor
Rega-se
Do amor
E prende-se
Na alma
Inebriando
De torpor
O que não se arranca
Quando
Do sangue ou
Da boca nunca
Estanca.                        Moduan Matus.



Tols
Toi
(a)
Tes
Tou
Que
No conflito
Se sai
An(i)da e
Se faz e
Nada mais apraz
Sendo guerra
Ou sendo paz.                     Moduan Matus

terça-feira, 1 de maio de 2018

Signos: Poemas-Instalações


Da
Do o
Awé
Da
Rio
Galante
Garante
Transa
Trança
Crença
Em jazz
Em tribo e
Em dança.                         Moduan Matus



Alucinada
Alice
Alicia
Valéria
Villela
E ela
Livra-se
Do peso
Do buquê
Porque
Um dedo
Das mãos postas
Aponta páginas
E alia-se
Para sempre
A ela
Sem
Alijar-se.                                                Moduan Matus



A ópera de
Besanzoni
Lage
Dramatiza em
Mezzo-soprano
Todo o espaço
Que lírico
Doce ecoa
Em quatro cantos
Pelo Parque
Onde artes
Flu(em)
Olho d`água
Henriquecendo
Fontes de prazer.                            Moduan Matus




A (en)cuadrar recuerdos
Clementes
En labirintos
De las calles
Carlos
Loiseau
Caloi
Se quedó
Por las veredas
En Buenos
Aires
Abre las puertas
Fuentes del son
En pieles de la luna
En un tambor.                              Moduan Matus




Ora!
Agora
Que as
Horas de
Zora
Seljan
Sejam
Alvíssaras de
Sara Jussara
Isa Dora
Que agora
Das três
Mulheres
Da turma
Forme uma.                              Moduan Matus





Tá ali
Rede
Tarde
De
Domingo
Dormindo
Na ladeira
Da preguiça
Altos
Com
Passos de
Radamés
Gnattali.                                     Moduan Matus




O moinho e
O campo florido
Expressão
Da boca de
Wen-Yao
Hsiao
Oferecendo
Cereais e
A paisagem
Numa tela
Que se reparte
Degusta-se
E se refestela.                          Moduan Matus





Há uma
Lua em
Walma
Lúcia
Luzidia
Que não mens
Trua
E do ventre
Da noite
Parte
Nova
Mente.                                 Moduan Matus




Duas rodas
Soltas
Postas em
Soldas
Ficam fodas
As safadas &
Viram fadas
Sob as pernas de
Ernesto Che
Guevara
Que vara
As estradas.                                Moduan Matus




Veias
Vazando de
Fran
Cisco
Alvim
Sob um
Sol de cegos
Dia sim
Dia não
Tateiam a lua
Às vezes fezes
Às vezes fases
Às vezes festas
Que se
Faz (em) frases
Pingando
Prateando aqui e ali.                         Moduan Matus

domingo, 1 de abril de 2018

Signos: Poemas-Instalações


Orifícios e pegadas
Redesenham grãos
Em trégua
No estuário.
Respiros entre o ir e o vir
Traz a tona impercepções
Na passagem de nós mesmos
No breve tempo
E parece ser a pausa
Tal qual
O olhar sem fim
De Stephen Hawking
Na noite  
Ao universo.                                 Moduan Matus.





O ser
E o tempo
Na verdade
Na essência
Formam a
Metafísica que
Martin
Heidegger
Busca
Na linha
Intermitente
Dos corpos
Por uma
Existência.                              Moduan Matus.



Que o nonsense
Per
Verso
Ximo
De +
Singular
De
Di
Mas
Carvalho
Desmascare e
Valha
Mar (a)
Vilh(a)
Velh(a)
Ilha
Negra de
Vera
Entre virilhas.                        Moduan Matus.



Go(s)toso
Bar de bardos em
Barcelona
Taba(l)cool
Ve[r](s)tido
Estamp[a](i)dos
Suc[s]e(ss)[x]o de
Maria del
Olvido
Perenizava
Fotocenas a
Rafael
Bernís
Para transpor
O opaco
Ao verniz.                                   Moduan Matus.



De
Carol
Sa
Bóia
Sai da
Boca
Mar
Sol
Do (seu)
Si(n)
Gular
Gutural.                                  Moduan Matus.



Primeiro
Jorge
Pieiro
Intumesce
A galeria de
Murmúrios
Seguindo
Segur(o)
Segund(o)
Princípio
Da carne
Pedinte
Repicando o eco
Entre o seguinte.                               Moduan Matus.



O óleo
No alto
O Hélio
Oiticica
Tintando
Pintando
Pangarés e
Rocinantes em
Parangolés
Ruminantes
Numa
Vernissagem.                         Moduan Matus. 


  
La divina
Increnca
Macarrônica de
Juó
Bananere
Ainda
Se insere
Em viradas
Paulistas
De focas &
Fofocas
Jornalistas.                    Moduan Matus.


Em seu lugar
Papel pardo
Letras pretas
Um poema
Se oportuna
Na lacuna de
Felipe
Fortuna
Livre & livro
Por aí
Em peruadas
& piruetas.                         Moduan Matus.



Na sonoridade
Descalçada
Da vida
Dança
Isadora
Duncan
Criando
Asas
Sem echarp(e)
Sans
Limites
De túnicas e
De Nesso.                                        Moduan Matus.