quinta-feira, 1 de março de 2018

Signos: Poemas-Instalações

No retrato
Poético
Diário de
Marly de
Oliveir(a)
Vertig(em)
Viagem
Nos altos
E baixos
Que pairam
No ser
Sabendo-se
Do tempo
Bagagem. 

Moduan Matus

Um samba
Em prelúdio
Triste
Afro
Perdão
Berimbau &
Violão:
Is very well
Avec
Baden
Powell. 

Moduan Matus


Signos: Poemas-Instalações

Neste infindável ândito
O passo das letras
Cinge
O coração de aventuras
Estacado por mais obras-primas
E se não leva à Roma
Traz à Toscana
Ou pelo menos Firenze
Berço do Renascimento
De Leonardo
Berço do nascimento
De Leone
Dando fôlego à genética
À genialidade
Pigmentando
A beleza dos dias
Que estão por vir.

Moduan Matus

As meditações
Estéticas de
Guillaume
Apollinaire
Faz o poema
Caminhar
Nas paredes
Do tempo
Escrevendo
- assim como o relógio -
O que pode
A cada volta
Existir. Moduan Matus.

Aristides
Alves
Garimpa
Chapa(s)
Da
Diamantina
Em imagens
Adormecidas
Feito
Tes
Ouro. Moduan Matus.

Num desvairismo
Fica fundada
A interessantíssima
Pauliceia da língua
Brasileira falada
De Mário
De Andrade
Da tupi descaracterizada
De: ode(io) (a)o burguês
Da plúmbea alvorada
Da garota do Tietê
Da garoa no tiete
Na Paulista paulatina
De papos sopapos e empapadas.    Moduan Matus.

Ventos de agora
Alavancam a luta
Por uma poesia
Sem classes e pautas
Feita de fatos
De Fabiano
Soares da Silva
A costa
À Mário
Lago onde o povo escreve
A história nas paredes
De uma cerca camuflada
Em democracia
Enquanto se nega o papel
Pelo valor da aparência.          Moduan Matus.

Um discurso
Em mangas de camisa
(de)graus
Por toda escada
Tem Tobias
Barreto
Nascen(do)
Interior
Todo barro
Moldando
Toda a terra
No erigir
Da precisa escalada.              Moduan Matus.

Na luz
A possibilidade sombria
Baila absíntica
Na nudez
Do dia a dia
Cavalgando
Se expondo a
Edgar
Degas
Em enquadros
Movimentos
E modelos
Degradados.   Moduan Matus.

Desditoso
Segue sem meta
Anorético
Limpando o sangue
Por eiras e beiras:
Santo Amaro ou cafundó
Indo ou vindo
Paulo Eiró
Abolindo fatalidades.
A alma inquieta
Quase morta
Procura um anjo
Mas que importa
Se vive o poeta!                 Moduan Matus.

Não te adoram
Esses grunges (casas)
Que adornam
O entorno
Diz Theodor
Wiesegrund
Adorno:
- São indústrias culturais!
Entornando no mercado
Os valores mais banais.            Moduan Matus.

A beleza que
Gustav
Klint
Gostava
A(i)nda
Numa sucessão
Feminina
Mosaísta
E pictórica
De beijos
E toques de
Sensualidades.       Moduan Matus.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Signos: Poemas-Instalações

Cabra
Da ciência
Mineiro de
Campanha
Vital
Brasil
Acompanha
Encampando
Antiofídico
Vital.
Ele é cobra
Dupla cabeça
Batuta do
Butantã.                 Moduan Matus.


*** 


Veemente
Mente
Socorro
Trindad
Existencializa
A revolução
Precisa
Em cada cabeça
Tão soçobrada e
Narcisa.                       Moduan Matus.


***


Romério
Rômulo
Rompe as
Pedras dos amigos
Libertando o
Anjo tardio
Azul de flauta
E de códigos &
Córregos
Rompantes
Em gotas
Que fazem
A lua luar
Na rua de
Qualquer lugar.                               Moduan Matus.



*** 



Émi
Zola
Diz de quem
Isola
Com desdém
Por asfixia
Social e moral
O que jia.
Forçando
O nascer
Germinal.                      Moduan Matus.


*** 


Na
Utopia de
Paulo
Gabriel
O desterro
Da poesia
Forma o
Alicerce
Da liberdade
Pela
Plena
Travessia.             Moduan Matus.


*** 


Luís da
Câmara
Cascudo dá
Força
A imaginação
Que abre
Caminhos
Aos
Quase mudos
Em patente
Em posse
Desse mundo
Tão potente.                      Moduan Matus.


*** 


Orlando
Brasil
Barr(o)(a)
Orlado
De
Piratining(a)
Tabatinga
Escrutando
Esculturas.                           Moduan Matus.


*** 

Estabanados aprendizes
Num megalóporfanato
De solo & sol & bagana
E(m)el & graça & coisa
Elástica
Se encontram
Entre a bigorna
E o martelo
Amoldando
Marcelo
Monte (s)
Negro (s)
Na paisagem
Aglomerada & instalada.               Moduan Matus.



***


Lavando roupa
No canto, Maria Gadú
Requebrando.                               Moduan Matus.



*** 


Só os
Insossos
Ossos
Jazem
Sob lápides.
Outros lapidados
Estruturam
Sem grifo
A musicalidade em
Sal & sol
Na flauta
Poesia
Que
Ivan
Junqueira
Queria.                                           Moduan Matus.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Signos: Poemas-Instalações

Jorge
Mautner
Amalgama
Fragmentos de sabonete
Ao violino
Violando a ordem
Dogmati(caóti)ca
E vai metendo o pau
Isto é:
Soltando a vara
Nos concertos
Nos conceitos
Desconsertantes
Que boiam
Em bolhas
Supérfluas
No espaço
Do super homem.                                          


Moduan Matus.





Cascavelando
Com volúpia
Eros
Volusia
Rodopia em
Pichos e
Meneios
Um transe
De corpo inteiro
A dança indígena
O sensual
Samba lundu
Trementes seios
Miscigenando
Um bailado
Brasileiro.                                           


Moduan Matus.





O quê
Que
Cris
To
Vão
Bu
Ar
Que
Res
Pira
Per
Gunta
Per
Muta
Alç(a)lma
E alcança o estado
De coisas retornáveis.                               


Moduan Matus.





Lasar
Segall
Torna-se
Tropical
No bananal.
Bons frutos
Amadurecem
O cenário
Em novo
Templário.                                     


Moduan Matus.




Transgredir por
Beatriz
Bater asas
Rever estrelas
Arquitetar
Subir às estrelas
Fazer lampejos
Tremular
Na solidão humana
Erguer divina
Comédia e percorrer
Dante(s)
Alighieri
Por terra
Âmago e mar
E as estrelas
Que move o amar
Em línguatoscanear.                      


Moduan Matus.




Oh
Grandioso
Mohandas
Gandhi o
Mahatma
Do Gangis
Satyagraha
Sagrada
Pertencente
Universalizante
Sol e
Sal da liberdade
Não-violenta e
Cativante
Pacifique todos
Tão equidistantes!                   


Moduan Matus.




O corpo
Ex põe sia
De Nei
Leandro de
Castro e
Provoca
A nudez
Da musa
Que verão
Vestida de
Mínima
Lismo
Anima
Lesco.                                   


Moduan Matus.




Be(l)atriz
Social
Mãe
Beata
O cordão
Desata
Livran(do)
Ventre ao
Vento o
Ser ante
A tudo ente e
Totalmente
Se
Me
Lhante.                             


Moduan Matus.




Na
Hora de
Ge
Ir
(pelos)
Campos
Compôs
Cânticos aos
Quatro
(às vezes três)
(en) cantos
Do Rio.                                     


Moduan Matus.




As flores em vaso
Obra
Da boca de
Ruth
Christensen
É mais que
Um lampejo
São as cores
E o desejo
De mudar
O tom
Da paisagem.                                    


Moduan Matus.

  

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Signos: Poemas-Instalações

Debruçado
Em belas
Pranchas &
Telas
Debret
Ilustrou o
Brasil e
Delas
Fez
Num só quadro
Uma raça
Das três.                          Moduan Matus.

Haverá amor
Mate
Mático?
Conta
Ricardo
Kubrusly
Coberto pelos
Arcos da
Lapa
Cheios de casais.                  Moduan Matus.

Mário Laginha
Maria João
Moram
Numa nota
Sol
Temporão
Para que
A terra
Volte a ter
O som
Grão
Crescendo
Do chão
Feito pé
De feijão.                               Moduan Matus.

Ana
Elisa
Merca
Dante
Marca
Alisa
Nana
Diante
Aos ritos
Da noite
Nunca dantes
Do dia
As Ritas
Radiantes
& Os ratos
Da tarde adiante
Irradia a arte
Do seu sonhar poesia.                           Moduan Matus.

Na Grécia
Aristófanes
Poupa
O que hoje
Ainda é:
Encastelados
Pássaros
Em ninhos
Nas nuvens
Do bel-prazer
E ao ideal
Do povo
Suster.                                 Moduan Matus.

Aglomerações
Relevantes de
Sérgio de
Camargo
Marcam ao
Largo a
Esfera e
Esculpindo
À vera &
Reverbera.                           Moduan Matus.

A pá de
Achocolatados
Umpa
Lumpas
Em braços
Cruzados
Reivindicou
De Roald
Dahl
A fundação
Museu
Em pagamento
Ancestral.                             Moduan Matus.

O gás
Hélio
Oiticica
Infinita
Mente
Versátil de
Parangolés
Penetram as
Cama
Das
Prostituídas.                         Moduan Matus.

O espírito
Das leis
Para
Montesquieu
Vem do poder
De três:
Legislativo
Executivo e
Judiciário
Mas
A matéria
Continua povo
Em seu calvário.                 Moduan Matus.

Três raças
Tem seu
Canto:
O encanto
A luz
E o santo.
Clara
Nunes
Guerreira
À guisa
De guizo
Instaura seu
Terreiro de
Guisado &
Tutu à mineira.                         Moduan Matus.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Signos: Poemas-Instalações

(In)visíveis
Cotidianos de
Carlos
Orfeu
A sangria em
Veia poética
Expõe fraturas
Vieses viscerais
Transpasse
De adaga
Transparente
Que indaga
Não-presenças
Ao intestino
Urbano.                          Moduan Matus.




Exposto
O Davi de
Michelangelo
Vai além da
Nudez do
Humanismo
Renascentista
Concebendo
Florença
De belas artes
No aguardo
Cultural
De dia
De noite
Ante ao
Juízo final.                  Moduan Matus.




Na passagem
Passaradas
Flore
Ando
Hiroshigue
Pint
Ando
Pintassilgos
Cant
Ando
Canaletes
Rios
Passando
A natureza
Maravilhando.                Moduan Matus.



Do céu da
América
Latina
Aires da
Libertação
De Enrique
Dossel
Duma situação
Coletiva
Mazelas dos
Ocultamentos
Duma opressão.                Moduan Matus.


Um
Pequeno
Rouxinol
Pousa
De bico em
Bidu
Sayão
Soprano
Quatro
Cantos
No salão.                        Moduan Matus.



Sete vistas
E vícios
Vestem
Dostoievski
Que vive de
Conflitos
& castigos
Que o aflitam
Mas
Donde
Evoluções
Suscitam.           Moduan Matus.


Al
Fred
Rry
Ri
Da
Ridícula
Regra.
Que em
Pata
Física
O amor absoluto e
Solta as
Amarras
Ao
Vento-caos.               Moduan Matus.



Dos
Prazeres
Heitor
Ingênua
Mente
Satis
Fez
Quando
Pintou
A mulher
Do malandro
De tudo
Sambando
Sua tez.                       Moduan Matus.



Em Lesbos
Não ilhada
Safo
De quase nem
Safar-se
A poesia
Além da
Identidade
Safista
De linguajar
Intimista
Em nada
Safada
Apenas
Despida e
Despudorada.                   Moduan Matus.



O
Currículo
Do tempo
Na madeira
De lei
De Antonio
Costella
É ela a
Taboa de náufrago
Que na distância eterna
Atravessa
Mar
Cando o cenário

Numa tela.                      Moduan Matus.