sábado, 2 de janeiro de 2021

Signos: Poemas-Instalações

 

O palco

Na rua

Improvisado

A cena sacada

Ruma

Num estalo

Na Baixada

E a direção

Personalística

Fica encorpada

Por

Celso

Mosciaro.                          Moduan Matus.

 

 

 

 

A Théophile

Gautier

O parnaso

Esmaltes

Camafeus

E a beleza

Das flores

Do mal

Numa parte

Retinta

De arte

Romance

E morte

Pelo drama

Teatral.                        Moduan Matus.

 



Velhas cidades

Adormecidas

Em berços de ouro

Descansam

Das festas

Mergulhadas

Em tintas

Nas cores

No silêncio

Da tarde

Entre tato

E visão

De Alberto

Da Veiga

Guignard.                        Moduan Matus.




 

Em alguns

Lados

Do paraíso

Suave ainda

É a noite

De gerações

Entre

O belo

O maldito

O inconsciente

E Franci[s]cott

Fitzgerald.                         Moduan Matus.

 




Hóspede

Secreto

De um país

Obscuro

Miguel

Sanches

Neto

Observa

Os tons da morte

Entre as

Inscrições a giz

E a massa

De detritos

Loteando

O abjeto.                                  Moduan Matus.

 




Cartas

Cantos e

Poemas

Da angústia

De Adalgisa

Nery

Saltam

Do ventre

Amoroso

Em que tarda

Entre as tardes

O seu amado

Para o longo

Silêncio da noite.                 Moduan Matus.

 




(Re)toques em

Madeiras

Dão pros

Gastos de

Gastão

Manuel

Henrique

Recuperar

(Na)tureza

Na dureza

Da colonialista

Corrosão

Humana.                            Moduan Matus.

 




O corpo

Pensante

De Ludwig

Andreas

Feuerbach

Debate

Sobre si

No que projeta

Ao prosélito

Duma divindade

Em si

Que quer

Transformar-lhe

Em essência

Alienada.                               Moduan Matus.

 




De Marcos

Peralta

Performances

Poiesis em alta

Vertigem e

Estalo

Crepitam na brasa

Nos cantos

Do viva

Maccaca

Que gritam

Crocitam

Coqueiros azuis

Fritando no asfalto

Entre fome e

Desgraça.

Haja praça!                        Moduan Matus.

 




Ruídos

Solos de

Luigi

Russolo

Pintam

Alternando

Sons

Entonando

Musicalidades

Engendrados a

Parafernália

Futurística.                         Moduan Matus.

 




Onde está

Você nesta

Geração

De imagem

No mural

De Carlos

Matuck

Do vil

Metal

Do beco

Dos ratos

No mundo

Dos insensatos?                        Moduan Matus.

 




Os incompletos

Movimentos

De Alberto

Bresciani

Nos gestos que

Paralisam

Atordoam

Transfiguram

E iluminam

Poetizam

Em saberes

E cios

As palavras

Em úni[co]verso.                       Moduan Matus.

 




Gaba

Das cabeças

Naum

Gabo

Num

Garboso

Esculpir

Construti

Vista

Aos olhos

De vidro

E plasticidade

No fuso

Do tempo

Solidificando

Espaços.                          Moduan Matus.

 



O dia

Que ainda vem

No homem oco

Atrás de máscaras

Repassa

Iluminada

Mente de

Eliane

Pantoja

Vaidya

Eviscerando

A poesia

Em imagens

Entre gentes

Em diferentes

Correntes.                                        Moduan Matus.

 




Esculpido

No aço e

No granito

O que relaxa

Em sobrevidas

Ao espírito

Do agitado

Guerreiro de ferro

Xico

Stockinger

Alimentando

Na compressão

De um sanduíche

Recheio

Em meio

Caricaturas

Nas cidades.                       Moduan Matus.

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Signos: Poemas-Instalações

 

É o que dá

Marcelo

Ikeda

Visualizar

Na luz

Do fim

Do túnel

Um casulo

Encubando

Oficinas e

Gara(gens)

Enquadrando

Filmagens.                             Moduan Matus.



 

Dario

Fo

Da Itália

Fo(i)

Dramaturgia

Fo(ca)d(a)

Tradição

Dell´arte

Incitando

Políticas

Partes.                               Moduan Matus.



 

Figuras do barro

Coto de vidas

Cata do mundo

As dores infindas

Plenos de sol

Quartos de Luandi

A andar por aí

No jornar de Ponciá

Vicêncio

No eterno registro

E no versar de

Conceição

Evaristo.                        Moduan Matus.



 

A noite

No castelo

Italiano

O lirismo de

Carlos

Gomes

Numa modinha

A Maria

A Joana

Ou a ópera

A Peri

O guarani

Voz que ainda é

O escravo

O pai Quicé.

Quem sabe?                              Moduan Matus.



 

Amadeu

Torres

(Castro Gil)

Em torrentes

Amadas

De(s)onetos

Dodecatlos

Metapoéticos

Em razão crítica

Ao proesemar

De iliteracias

Em cenários indica:

Singular

Longo

Itinerário!                            Moduan Matus.



 

Gracias!

Grazia

Deledda

Zelar o velho

Velar a montanha

Expiar a culpa

São veredas

Porque guetos

Impotências

Cinzas e

Cloacas

Poucos chegam

As alamedas.                      Moduan Matus.



 

Desenhos da

Imaginação

Abstratam

O horizont(e)

Roberto

Magalhães

Pigmenta

O coro

Azul dos

Contentes

De sombras

E sangue

Por hemácias

De heurecas.                    Moduan Matus.



 

Debruçado

No piano

Noturno

Desobedece

Claude

Debussy

Misturando

E a música

Desfolha

Desfia

Desafia sem

Desafinar ou

Despir

O ritmo

Dos poetas.                                   Moduan Matus.



 

Lista nominata

Morfina fabrica

Algum mundo ímpar

E na música possível

Poetiza

Fabiano

Calixto

Saltitando a canção

Do vendedor de pipoca.               Moduan Matus.



 

De Willen

De Kooning

Ninguém

Sacia

A sede

Da ação

Do estio

Nas cores

Manchadas

De feminidades

Expressionistas.                 Moduan Matus.



 

A jacatirama

No verde país

De humanos

Calados

Pede o ofício

Das coisas

No traçado

Dos objetos

São as indagações

Costumeiras

De Luiz

Paiva de Castro

Sobre a natureza

Da realidade

Brasileira.                           Moduan Matus.



 

Imagens

Refletidas

Na poesia de

Leonid

Martinov

Diz de

Empecilhos

Nas trilhas e

Um murmurar

Nos becos

Das almas.                       Moduan Matus.



 

Aprendiz

De feiticeiro

Diz do Heitor

Villa-Lobos

José

Louzeiro

Entre a prole

Do bebê

Do algodão

Do carneiro

Dos choros

Das ocas

Das senzalas

E do ferreiro.

É a batuta

Em concerto

Do maestro

Brasileiro.                                 Moduan Matus.



 

O Velho

Pieter

Brueghel

Temperava

Ironias

No interior

Em proventosas

Festas

Saracoteando

Cores entre

Paisagens

Provérbios e

Glutões.                            Moduan Matus.



 

Ao sul

A tríade

O pampa

Do mar

O pai

Volta

Vai

Fabrício

Carpi

Nejar

P(a)[o]ssível

[re]conciliar

Sede certeira

Terceteira

Tecida ao amor

Quando esquece

De recomeçar.                      Moduan Matus.

domingo, 1 de novembro de 2020

Signos: Poemas-Instalações

 A briga

O susto e

Nada não

Dramas que a gente

Vai levando

Na crônica

De Marceu

Vieira

Feito notícia

De jornal.                            Moduan Matus.                     

 



Clandestino

Meio a tanto

Poder ilegal

A diáspora de

Manu

Chao

Um show

Musical

Transcendente

Pelos

Continentes

Ouça Mama

África

Call.                                     Moduan Matus.

 



No espaço

Entre cores e

Sombras

A pintura

Do filho eterno

Enquanto

Um grito de gol

Ecoa

Pela suavidade

Do vento.

Tesão

Vibração

De Cristovão

Tezza:

Seu talento.                          Moduan Matus.

 

 



Mais que

Chances as de

Adolfo

Sánches

Vásques

Que alguém

Faça da arte

Pela ética

Uma práxis

Da transformação

E não mais

Somente ideias

Serão.                                 Moduan Matus.

 

 



Experimental

Em eletro

Acústicos

Reginaldo

De Carvalho

Move

Em música

Nova

No martelo

(em)bates

Encaixes

Emblemáticos

De sons

Embevecidos.                    Moduan Matus.

 




Tem mulher que não

Quer acreditar

Nas voltas que

Os presentes dão

Embrulhados

Em corações de papel

Entre a terra

E o céu

Onde Fernanda

Takai

Conta

Canções

De vidas

E delas

Imitações.                   Moduan Matus.

 




Erguidas

Esculturas

De Henry

Moore

Do tamanho

Da dimensão

Ou deitadas

Aos labirintos

Subterrâneos

Sob ferro

De figuras

Estendidas

Retorcidas

De ambições.         Moduan Matus.

 




Ainda assim

Maya

Angelou

Se levanta

Ante aos

Estatelamentos

Aos escândalos.

O que ferve

É verve

Afro-estadunidense

Na reta

Da poeta!

 




As horas nuas

As meninas numa

Ciranda

De pedra

Chá e

Chão

Em que Lygia

Fagundes

Telles

Estrutura

Do amor

A invenção.            Moduan Matus.

 




Ensina

Encena

Dulcina

De Morais

A moral

Do melhor

Dos pecados

Em gotas

Em bodas

De sangue

Revestem

Tempos

Anti

Confessionais.           Moduan Matus.

 




Paradoxos

Do absurdo

Ao nonsense

Indicam

Um além.

Senão

Zenão

De Eléia

Não aporia

Imóvel

Ideia.                 Moduan Matus.

 




O sabor da

Sextessência

De Ona

Gaia

Propaga-se

No vácuo

De um poético

Não-ser

Que se possa

Imaginar

De amorfismo

Entre elementais.              Moduan Matus.

 



Desencontros

À esquerda e

À direita

De Jimmy

Liao

Numa noite

Muito estrelada

Esperam

A sós

Uma comunicação

Em que a lua

Vire

A rua

Numa missão

De ilustrar

A solidão.               Moduan Matus.

 




Por mais

De um século

Sem claudicar

O Correio da Lavoura

A circular

Jornal de ideias

Opinião

Sem medo

Mãos e olhos de

Robinson

Belém de

Azeredo.                         Moduan Matus.

 




Um

Hum

Num

Hume

Eu

Memo

Riando

Uma

Mane

Ira

Humana

Mente

Myself

Mental.             Moduan Matus.

 




Inventários

De cicatrizes

E de censuras

Costuram

Bocas com silêncios

Em estruturas

Mas não calam

A poesia denúncia

De Alex

Polari de

Alverga

Contra a morte

A tortura e

As fissuras

Por figuras

Repressivas

E obscuras.                          Moduan Matus.                           

 



D`arte

Aventureira

De D`artagnan

Três mosqueteiros

Desafiam

A um elo

Num duelo

A pena de

Alexandre

Dumas

A percorrer

Histórias

Fragmentos

E confins

A estampar

Folhetins.                    Moduan Matus.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Signos: Poemas-Instalações

 

Os rumos de

David

Hume

São sentidos

Estados de

Consciência

Dentre

Morais

Estabelecidas

Só por

Possibilidades

Na natureza

Humana.                   Moduan Matus.



 

Do cenário

Ao avesso

Luzes

Revestindo

Rebuscando

Emocionadas

Ilusões

Sabatinadas

De Sábato

Magaldi

Quando

Contidas

No roteiro

Do teatro

Brasileiro.             Moduan Matus.




 

No silêncio

Da chuva

Do céu

De origamis

E papel

Lucubra

Em passos

Espinosa

Martelando

A intuição

De Luiz

Alfredo

Garcia-Roza.             Moduan Matus.




 

Em sua

Estética

Arte

Cinética

Alexander

Calder

Move

Móbiles

F(p)eixes

E formas

(edi)

Ficantes.                 Moduan Matus.

 




O coro

No caso

Da casa

Assassinada

De Lúcio

Cardoso

Causa

(in)

Cômodos

Desconhecidos

Aos dias

Perdidos.                Moduan Matus.

 




O fio

Dos dias

Distendendo

Escorrendo

Da poesia de

Eduard

Bagrítzki

Dando cores

A casa

Dos minutos

Que vão

Pintando.                       Moduan Matus.




 

O visual

Histórico de

Pedro

Américo

Tinge

As cores do

Passado

A toques de

Tinteiro no

Grande

Campo do

Academicismo

Brasileiro.                               Moduan Matus.




 

Ao

Alçar

Alvar

Aalto

Erige

Iluminando

Decorando

Projetando

Um poema

À madeira

À arquitetur(a)

Aino e

À Aalborg

Humanizando.                          Moduan Matus.



 

Mosaico

Laico

Poemado

De Breno

Camargo

Serafini

Define

Uma geração

Millor(rada)

Pront(a) editoração

Aos pintados

Ejáculos

Do sol.                                        Moduan Matus.         



    

 

Arquitetando

Carimbagens

Nos nervos

Da cidade

Waldemar

Zaidler

Vai prendendo

Na trama

Do gosto

Umuro

Exposto.                       Moduan Matus.




 

Cheganças

Reisados e

Pastoris

Desfilam no

Interior de

Amadeu

Amaral

Junior

Bumbando

A festa

Das danças.                   Moduan Matus.



 

As castrações

Ao heloisista

Pedro

Abelardo de

Le Pallet

São amarguras

Calamitosas

De sim e não

De pró e contra

De amor e ódio

Do empirismo

Ao desígnio

Da razão.                           Moduan Matus.




 

Do Japão

Pequenas asas

(n)a mala

De Hana com

Karen

Levin(e)

Fumiko

Ishioka

Querem

Aprender

Sobrevoand(o)

Absur(do)

Interromper.                Moduan Matus.



 

Do barroco

Ao Arraial

Do Tijuco

Emérito

No período

Colonial

Em sons e

Na técnica

Musical

José

Joaquim

Emérico

Lobo

De Mesquita

Do moteto

A antífona

O organista conquista.               Moduan Matus.



 

No arco

Do céu

Da boca

Em riso

A poesia

De Iliá

Zdaniévitch

Num furueismo

Pinta as cores

Em chamas.                         Moduan Matus.