sábado, 1 de junho de 2019

Signos: Poemas-Instalações

Sentimentos
E emoções
De Mariana
Mayume
Kadooka:
Paixões
Abluindo
Sendo âmago
Concernente
De imersões.                                Moduan Matus.




Palhaços:
Nas ruas
Poética e
Política
Direitos
Urbanos
À cultura
Onde Flávio
Aniceto
Dos Santos
Passeia com
Vera
Cidades.                                 Moduan Matus.





Esse
W. J. Solha
É o homem no trigal
Com corvos e
Basta um nada
Para a poesia transformar
O campo branco
Da memória
Em amarela angústia
No manto negro
Onde jorram grasnados
E espantalhos.                                  Moduan Matus.





Orientação!
Nada se quer saber se não servir
Só se quer jeito
De conduzir direito
Desse lado esquerdo do peito.
Parece obrigação ao ser cidadão
Mas não basta ir e vir
Sem o mínimo de aclamação.
Bandeiras furadas são coisas dos ventos
Alento na separação do dia que vai
Depois do que trouxe para ficar e
É isso enriquece a nação!
Melhor do que ir é sempre ir ficando
Mais próximo a cada cessão
Já que o movimento continua firme
Passo a Paulo
Freire na educação e na libertação.                     Moduan Matus.




Já que prever
Verte
O bardo
Jacques
Prévert
Insere
Insólitos
Roteiros
Que atina
E atira
Paroles
Entre névoas
& cortinas.                                   Moduan Matus.


                


Na arte
Blasé
Irrompe
Iberê
Camargo
Em intensidades
Soturnas
Noturnas
Empastando
Luas e
Lacunas.                           Moduan Matus.





Seleta
Inês
Oseki-Dépré
Traduz
Benvinda
Literariedade
De propósitos
E transversalidades
De línguas bifurcadas
Apontando
Um buquê de oralidades.              Moduan Matus.




Do café
Com flores
Fica olor
Sabor
E a boca de
Chih-Feng
Chen
Tal o preparo
Uma pintura!
Tal o zelo
Formosura!        Moduan Matus.




Opinião:
Zé
Ketinho
Esperou
Mãe chegar
Para lhe dar
Um samba
De peito aberto.           Moduan Matus.




Morfológica
Mente
Nada vem surgindo...
Não é mais nada!
Só de pensar em
Se libertar
Criando
Ante ao fim em
Ater
Arte
Goe
The
End.                                  Moduan Matus.


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Signos: Poemas-Instalações

Foi o poeta
Jarbas Cordeiro
Quem falou primeiro
Que Nova Iguaçu
Virou cidade perfume
Pelos odores exalados
Das flores
De seus vastos e históricos laranjais
Onde a noite brilhavam vaga-lumes
Inspirando tantos madrigais.
Hoje o cheiro não vem da mata
Ele parte da pele de iguaçuanos
Extrato que invade
Influenciando a todos que
Vivem na cidade
Fazendo com que ela
Mais pareça agora
Uma só casa da amizade.                                Moduan Matus.



Resis
Tente
Alexei
Bueno
Anexa
Sonhos
E ensaia
Como ninguém
Poemas em prosa
Ante a
Tod(os)
Antídotos.                                          Moduan Matus.


Mulher de verdade
Na música caipira
Inezita
Barroso
Se agarrou na viola
Sua viola de moda
Num cantar de coisas
Do nosso Brasil
Por inteiro
Ao traçar o roteiro
Da dança
Da casa
Do folclore
Pelas andanças
Do caboclo festeiro.                                  Moduan Matus.

Luiz
Melodia
Pérola luz
Pele negra luzidia
Luiza fada condão
Ébano de raiz
Do Estácio
A magia da canção
E ainda
Emana
Pelos
Poros
Perinho
Piau & violão.                                         Moduan Matus.

Prestidigitando
Escapadas
Harry
Houdini
Livra-se
Do cárcere
Dos grilhões
Que tele
Transportam
As ilusões
Do algo eterno
Em verdade
Se perpetuar.                   Moduan Matus.

Pintam
Teóricas cores
De ros(a)
Magalhães
Crepusculando
Tecendo a
Indumentária
Em harmonia
Com que se verá
O novo dia
[R]adiante
No azul
Verdejante.                    Moduan Matus.



HO MEN(S)A GEM
Fernando
Pessoa boa
De Lis boa
Versou
Portugal
Eterno em heterônimos
Para desmistificar
Os malefícios do bem
E os beneficios do mal:
A alma é a saga
Que o tempo não apaga
Da vida real.                                      Moduan Matus.

Seco
Sebastião
Salga(do)gado
Uma imersão
Na lente
A carne seca
Do sertão
Mar sem peixes
Desleixo no ar
Rompantes
Semblantes de
Coisa querendo
Se comunicar
Na imensidão.                     Moduan Matus.

Na lógica
Simbólic(a)
Interlíngua
De Giuseppe
Peano
Apegando
Interligando
A ciência
Apeando
A incoerência
Infinitesimal
Por simples
Cálculo de
Diferencial.                     Moduan Matus.

A semente
A muda
O caule
O corte
O caos
A ave
O tiro
E Caulos
Cerne
No traço:
Só dói
Quando eu respiro.             Moduan Matus.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Signos: Poemas-Instalações


Designer
Brancorosa designado
Karin
Rashid
Esculturando
Mundo voando
Mudando
F(a)(u)turando
Showcase estetizando
Tecno-arte
Digipops shoppings
E emtodaparte.                        Moduan Matus.





Contíguo
Gabriel Contino
Foi criando
O pensador
Cofiando
Contínuo
No diário noturno.
Cheio de dedos e
Confiou
Tal alfabeto ao
Esperto
Rorbeto.                               Moduan Matus.





Irradiando
Sob o bosque
Deleite
De álcool e
Pássaros
Passando e
Dylan
Thomas
Tomando
A poética
Em líricas
Doses
Até que tudo
Se ferre.                              Moduan Matus.





Tostaduras
De Celeida
Tostes
Mant(ém)
Vermelho
O barro
Reconsiderando
O exposto
Ao rosto
Quando
A arte
Parte
Do visual
Ao sensorial.                       Moduan Matus.






Murmurosas
Expressões
Onomatopaicas
Desfilam
O enredo
Bumboziriguidum
Pela avenida
Dicionarística
De Wagner
Azevedo.                             Moduan Matus.





Enxerido
Em ter ido
Ao teatro
A política de
Richard
Brinsley
Sheridan
Encontra-se
Contracenada
Inserida e
Ingerida por
Malapropismos
Maledicentes
Prosopopaicos.                      Moduan Matus.





Em passos
Sensíveis
Pelo vilarejo
Os pés de
Fernando
Fernandes
Dos Reis
Eternizam
A pintura
Prismada
Em magna
Moldura.                      Moduan Matus.






Para
Ulisses
Tavares
Poemas
Plásticos restavam-lhe
Talvez
Por cair na real
Piedade
Ex
Cluso do campo de
Rês
De agriculto
Res
Tava
Per
Cap
Tar orbes.                                   Moduan Matus.






Em histórias
Douto
Heró
Doto
Adotou
Dentre
Homens
O fluxo de
Realidades e
Fantasias
De um pro outro.                                            Moduan Matus.






RAMIFICAÇÃO URBANA
Mesmo cansada,
A busca nunca esmorece.
Renova-se a cada prece clamorosa
Do nordeste
Onde se dá o verdadeiro milagre
Num palmo de terra rachada.
Palma para Patativa
Concha sobretudo: palmas do Assaré.
Nada de deus-nos-acuda e falácias.
Se tem manda
Caru caruaru caruru urucu e
Te manda uruca arapuca urucubaca.
Todo movimento tem sua paz pausada e
Tão precisa na continuidade.                             Moduan Matus.


sexta-feira, 1 de março de 2019

Signos: Poemas-Instalações


CASA E COMIDA SÓ NÃO!
Ita
Mar(m)ita
Tieta
Ovo
Ata
Ufo
Alves alvo mata
Fome
Ufa! (ih ajuda professorinha!)
Disco voador. Mirai Miraí!
Canivete chuvedor
São os botões jogados nas calçadas
Aflorando em canto
De terra de chão &
Itamar
Assumpção.                                             Moduan Matus.

Cavalos correm
Batendo patas
Portas
Fechando bares
Na face de
Charles
Bukowski
Um copo vira
A noite
Inteira
Adormecendo
Sobre a ponte
Dos desejos.                           Moduan Matus.

O que
Recolheu-se
Na volta
Embebeu-se
Em fontes
Recorda
Em escritos
Xenofonte
Sem prever
Paz no
Horizonte.                      Moduan Matus.   

Zeca Baleiro
Lê
Nine
Na barca do contato
Entre falanges canibais
Expondo os ossos
As águas
A sãofranciscobuarquenses
A os peixes suzanescos
E ao riso piranhudo do rio
Em gaiola
Até que Itha
Mara
Koorax solte o verbo
Pelo (en)canto da sereia.                 Moduan Matus.

Gaston
Bachelard
Gastou o
Filosofar
Na poética
Do espaço
Para denunciar
Aproximar
Enxertar
E cortar
Tendo como
Elementar
Terra
Fogo
Água e ar.                                    Moduan Matus.

Pondo
Poesia
Inde(z)
Pendente
Pelos elos
Pousados
Pelas periferias
Helo isa (goge)
Bu(ar)que de
Holl(anda) usa e rola
Ainda hoje
Correntes alternadas
Presas à gra(de)
Mais e mais as
Marginais.                                        Moduan Matus.

A busca do essencial
Sussura nas cores sóbrias de
Arcângelo
Ianelli
O que ia nele
Aprofundando planos
Emancipando toques
Vibrando tênues abstrações
Em rigores
(In)tensos e sutis.                         Moduan Matus.

A estrada
E as casas
Da vila
Mostra traço
Cor e passo
Que o pé de
Manuel
Parreño
Rivera
Ou de outros
Podem dar
Quando se busca
A arte
E nela faz-se
Encontrar.                             Moduan Matus.

Letras
Tem em
Stella
Leonardos
Prosa
Verso &
Bardos
Do movimento
Cancioneiro
Que segue e serve
Descobrindo-se
Verve.                                     Moduan Matus.

Sob clara
Sombra de lua
Silvestre
Pródigo
Íntegro &
Sensual
Octavio
Paz faz
Poemas
E críticas
Em saias
Fetiches e
Ensaios.                           Moduan Matus.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Signos: Poemas-Instalações


Gastando seu godo
Em fantasia
E tentação
Gustave
Flaubert
Fugin(do)
Lugar-comum
Entre burgos
Narrando
O que se espera
Da evolução.                         Moduan Matus.





  
Cândido
Por
Ti
Nari
Zes
Cheiram do café
Tinturas
Saboreando um povo
Quente que ronda.
Retirante em luta como
João-do-barro-se-faz
Pelas telas:
Perene &
Tenaz.                                      Moduan Matus.






Por que
A guerra
(H)Einstein?
Freud explica:
Um violino
Não viola
Quando aponta.
É relativo
Aos seres se
Cruzarem
Para procriarem
Ou se matarem?                      Moduan Matus.






Na perspectiva
De Ilse
Irmgard
Hastreiter
O espaço
Aprofundado
Busca
Um interior
Filosofal
Sem o qual
Paredes
Se aproximam.                            Moduan Matus.






Aqui
No Sul da
Américargentina
Irreso
Lutas
Mal vi nas
Mafaldas
Põem
Em xeque
Cada sopa mafaldada
Pela terra enxadrezada
Pelas barras.
Embaixo
Nem tudo é capacho.                       Moduan Matus.






Se alguma coisa
Escorre e
Forma o fio
Dos ecos silenciosos
Salvador
Dali
Do nada
Torna-se enigma da existência
Faz-se (da coisa errada)
Trilha bandeirante
Gala
Desfraldada
Mas pelo tempo derretido no relógio
Sempre serão ruínas abandonadas.                       Moduan Matus.





Visões urbanas
Heraldo Palmeira
É uma magirus invisível
Prestando alguém
Acima do enorme fosso.
Dessa expectativa abismal
Nasce o (n)ovo niilista.                             Moduan Matus.






Ruas
Que atam
Jean-Michel
Basquiat
Esquadrinhadas
Recortadas
De evulsões
Reaproveitadas
Multifacetadas
Mosaicos
Daquidali
Porto Rico
Nova Iorque
Haiti
Releituras
Sobreposta(i)s
Estranhezas
De manchas e agruras.                     Moduan Matus.





As meninas
Que alimentaram
A boca de
Felix
Espinoza
Vargas
Frutificam
Em primazia
O cenário
E enriquec(em)
Possibilidades
O imaginário.                          Moduan Matus.






Elencado na óptica
Prismática de
Isaac
Newton
O macrocosmo
Infinitesimal
Expande a luz
A qualquer ser
Numa filosofia
Natural
Sem alquimia
Ou espanto
Gravitacional.                          Moduan Matus.






A cada quadro
Expõe Gonsales
Os nossos males
Um ninho que continuará
O níquel
O pó
Que ao pó voltará
Milhões de evoluções
Arrastando náuseas e cucarachas
Sendo sina e sinais
Às nossas antenas
Ainda total mente
Pequenas.                                     Moduan Matus.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Signos: Poemas-Instalações


Mariinha
Conceição
Canta numa
Canção.
É a suave voz de
Haoa
Afrânio
Peixoto
Que pelo bosque
Do colégio ecoa
Soprando
Feito loa
Fluindo do âmago
O bom
De cada pessoa.                       Moduan Matus.





Ainda se segura
Nas mãos o coração
Que Luiz
Gonzaga
Junior duplicou.
Sei os
Momentos da implosão
Latente
Sobre o colo
Sem conter a explosão.
Mas nada impede
O choro que alerta
Se não continuar
A canção
De ninar.                                     Moduan Matus.





Semente
Sem a fatídica fatia
Rainer
Maria
Rilke à beira-mar nada
Nem amada
Nem chave
Nenhum molho
Em nenhum bolso balsa bóia.
É preciso meter
A mão na cumbuca
Pensar na cena
Aliviar a cuca
Ao plantar a poesia ainda no caroço.
Só assim folhas e mais folhas virarão
Flores antes do verão
Enquanto ideias vão
Varando-se sugando metendo o zangão
Pelo vão dos verões que virão ao avesso
Para mais um corte ou branca inserção.                        Moduan Matus.






Raro voo
Circular
Arara
Araçá
Azul de ver
De novo
Novelo gozoso
Tropicalizando
A casa de
Caetano
Veloso
Ante
Uma velô
Cidade
Estonte
Ante!                                      Moduan Matus.






FAunolo

Todos os cubos
São dados
Os quais foram
Jogados
Às inclinações e
So
Bre
Pos
Tos a sorte do(i)s pontos:
De vista dos quadrados.
Morta a natureza
Distorce
Desi nte gr a
Reúne o que
S(o)(ê)mente Pablo
Picasso
Pôde resolver.                             Moduan Matus.






Multiplicidades:
O mundo cabe
Nas ideias de
Fernando Pessoa.
Além da arquibancada repleta
Unânime e burra em urros
Nelsonrodrigueanos.
Alguém vai mais
Sem passar de ninguém
Ou de outras pessoas
Que eles outros tem.
O mundo se abre assim
Sem caber em si e
Versos de associações
Ambíguas vi-vem
Se-param
Dis-sol-vem.                     Moduan Matus.






Ettore
Scola
Escor(a)
Escrota
Escória
Feia
Suja
Tresandada e
Malvada da
Brutalizada
Massa
Fermentada
Do nosso joio.                            Moduan Matus.






Ambientes
Marionetados
Em velhas caixas
Em velhas casas
E velhos sentidos
Formam a viagem
E o teatro
Gesticulado de
Minis espetáculos
Poéticos
Pelo notar de
Juliana
Notari.                                Moduan Matus.






Um ensinamento
Vem pela arte
Do pensamento
De Mahatma
Gandhi
Quanto a quem viola:
É a perseverança
De encaixe
A qualquer momento
Do tempo que não para
E que aponta
Os contrassensos
A toda hora.                        Moduan Matus.






A perfeição
Da boca de
Mariusz
Maczka
Solta no campo
Marca tanto
Quanto pinta
No efêmero
Da paisagem
O esplendor
Da tinta.                               Moduan Matus.