sexta-feira, 1 de março de 2019

Signos: Poemas-Instalações


CASA E COMIDA SÓ NÃO!
Ita
Mar(m)ita
Tieta
Ovo
Ata
Ufo
Alves alvo mata
Fome
Ufa! (ih ajuda professorinha!)
Disco voador. Mirai Miraí!
Canivete chuvedor
São os botões jogados nas calçadas
Aflorando em canto
De terra de chão &
Itamar
Assumpção.                                             Moduan Matus.

Cavalos correm
Batendo patas
Portas
Fechando bares
Na face de
Charles
Bukowski
Um copo vira
A noite
Inteira
Adormecendo
Sobre a ponte
Dos desejos.                           Moduan Matus.

O que
Recolheu-se
Na volta
Embebeu-se
Em fontes
Recorda
Em escritos
Xenofonte
Sem prever
Paz no
Horizonte.                      Moduan Matus.   

Zeca Baleiro
Nine
Na barca do contato
Entre falanges canibais
Expondo os ossos
As águas
A sãofranciscobuarquenses
A os peixes suzanescos
E ao riso piranhudo do rio
Em gaiola
Até que Itha
Mara
Koorax solte o verbo
Pelo (en)canto da sereia.                 Moduan Matus.

Gaston
Bachelard
Gastou o
Filosofar
Na poética
Do espaço
Para denunciar
Aproximar
Enxertar
E cortar
Tendo como
Elementar
Terra
Fogo
Água e ar.                                    Moduan Matus.

Pondo
Poesia
Inde(z)
Pendente
Pelos elos
Pousados
Pelas periferias
Helo isa (goge)
Bu(ar)que de
Holl(anda) usa e rola
Ainda hoje
Correntes alternadas
Presas à gra(de)
Mais e mais as
Marginais.                                        Moduan Matus.

A busca do essencial
Sussura nas cores sóbrias de
Arcângelo
Ianelli
O que ia nele
Aprofundando planos
Emancipando toques
Vibrando tênues abstrações
Em rigores
(In)tensos e sutis.                         Moduan Matus.

A estrada
E as casas
Da vila
Mostra traço
Cor e passo
Que o pé de
Manuel
Parreño
Rivera
Ou de outros
Podem dar
Quando se busca
A arte
E nela faz-se
Encontrar.                             Moduan Matus.

Letras
Tem em
Stella
Leonardos
Prosa
Verso &
Bardos
Do movimento
Cancioneiro
Que segue e serve
Descobrindo-se
Verve.                                     Moduan Matus.

Sob clara
Sombra de lua
Silvestre
Pródigo
Íntegro &
Sensual
Octavio
Paz faz
Poemas
E críticas
Em saias
Fetiches e
Ensaios.                           Moduan Matus.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Signos: Poemas-Instalações


Gastando seu godo
Em fantasia
E tentação
Gustave
Flaubert
Fugin(do)
Lugar-comum
Entre burgos
Narrando
O que se espera
Da evolução.                         Moduan Matus.





  
Cândido
Por
Ti
Nari
Zes
Cheiram do café
Tinturas
Saboreando um povo
Quente que ronda.
Retirante em luta como
João-do-barro-se-faz
Pelas telas:
Perene &
Tenaz.                                      Moduan Matus.






Por que
A guerra
(H)Einstein?
Freud explica:
Um violino
Não viola
Quando aponta.
É relativo
Aos seres se
Cruzarem
Para procriarem
Ou se matarem?                      Moduan Matus.






Na perspectiva
De Ilse
Irmgard
Hastreiter
O espaço
Aprofundado
Busca
Um interior
Filosofal
Sem o qual
Paredes
Se aproximam.                            Moduan Matus.






Aqui
No Sul da
Américargentina
Irreso
Lutas
Mal vi nas
Mafaldas
Põem
Em xeque
Cada sopa mafaldada
Pela terra enxadrezada
Pelas barras.
Embaixo
Nem tudo é capacho.                       Moduan Matus.






Se alguma coisa
Escorre e
Forma o fio
Dos ecos silenciosos
Salvador
Dali
Do nada
Torna-se enigma da existência
Faz-se (da coisa errada)
Trilha bandeirante
Gala
Desfraldada
Mas pelo tempo derretido no relógio
Sempre serão ruínas abandonadas.                       Moduan Matus.





Visões urbanas
Heraldo Palmeira
É uma magirus invisível
Prestando alguém
Acima do enorme fosso.
Dessa expectativa abismal
Nasce o (n)ovo niilista.                             Moduan Matus.






Ruas
Que atam
Jean-Michel
Basquiat
Esquadrinhadas
Recortadas
De evulsões
Reaproveitadas
Multifacetadas
Mosaicos
Daquidali
Porto Rico
Nova Iorque
Haiti
Releituras
Sobreposta(i)s
Estranhezas
De manchas e agruras.                     Moduan Matus.





As meninas
Que alimentaram
A boca de
Felix
Espinoza
Vargas
Frutificam
Em primazia
O cenário
E enriquec(em)
Possibilidades
O imaginário.                          Moduan Matus.






Elencado na óptica
Prismática de
Isaac
Newton
O macrocosmo
Infinitesimal
Expande a luz
A qualquer ser
Numa filosofia
Natural
Sem alquimia
Ou espanto
Gravitacional.                          Moduan Matus.






A cada quadro
Expõe Gonsales
Os nossos males
Um ninho que continuará
O níquel
O pó
Que ao pó voltará
Milhões de evoluções
Arrastando náuseas e cucarachas
Sendo sina e sinais
Às nossas antenas
Ainda total mente
Pequenas.                                     Moduan Matus.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Signos: Poemas-Instalações


Mariinha
Conceição
Canta numa
Canção.
É a suave voz de
Haoa
Afrânio
Peixoto
Que pelo bosque
Do colégio ecoa
Soprando
Feito loa
Fluindo do âmago
O bom
De cada pessoa.                       Moduan Matus.





Ainda se segura
Nas mãos o coração
Que Luiz
Gonzaga
Junior duplicou.
Sei os
Momentos da implosão
Latente
Sobre o colo
Sem conter a explosão.
Mas nada impede
O choro que alerta
Se não continuar
A canção
De ninar.                                     Moduan Matus.





Semente
Sem a fatídica fatia
Rainer
Maria
Rilke à beira-mar nada
Nem amada
Nem chave
Nenhum molho
Em nenhum bolso balsa bóia.
É preciso meter
A mão na cumbuca
Pensar na cena
Aliviar a cuca
Ao plantar a poesia ainda no caroço.
Só assim folhas e mais folhas virarão
Flores antes do verão
Enquanto ideias vão
Varando-se sugando metendo o zangão
Pelo vão dos verões que virão ao avesso
Para mais um corte ou branca inserção.                        Moduan Matus.






Raro voo
Circular
Arara
Araçá
Azul de ver
De novo
Novelo gozoso
Tropicalizando
A casa de
Caetano
Veloso
Ante
Uma velô
Cidade
Estonte
Ante!                                      Moduan Matus.






FAunolo

Todos os cubos
São dados
Os quais foram
Jogados
Às inclinações e
So
Bre
Pos
Tos a sorte do(i)s pontos:
De vista dos quadrados.
Morta a natureza
Distorce
Desi nte gr a
Reúne o que
S(o)(ê)mente Pablo
Picasso
Pôde resolver.                             Moduan Matus.






Multiplicidades:
O mundo cabe
Nas ideias de
Fernando Pessoa.
Além da arquibancada repleta
Unânime e burra em urros
Nelsonrodrigueanos.
Alguém vai mais
Sem passar de ninguém
Ou de outras pessoas
Que eles outros tem.
O mundo se abre assim
Sem caber em si e
Versos de associações
Ambíguas vi-vem
Se-param
Dis-sol-vem.                     Moduan Matus.






Ettore
Scola
Escor(a)
Escrota
Escória
Feia
Suja
Tresandada e
Malvada da
Brutalizada
Massa
Fermentada
Do nosso joio.                            Moduan Matus.






Ambientes
Marionetados
Em velhas caixas
Em velhas casas
E velhos sentidos
Formam a viagem
E o teatro
Gesticulado de
Minis espetáculos
Poéticos
Pelo notar de
Juliana
Notari.                                Moduan Matus.






Um ensinamento
Vem pela arte
Do pensamento
De Mahatma
Gandhi
Quanto a quem viola:
É a perseverança
De encaixe
A qualquer momento
Do tempo que não para
E que aponta
Os contrassensos
A toda hora.                        Moduan Matus.






A perfeição
Da boca de
Mariusz
Maczka
Solta no campo
Marca tanto
Quanto pinta
No efêmero
Da paisagem
O esplendor
Da tinta.                               Moduan Matus.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Signos: Poemas-Instalações


É pura verve
Quando feijongada na
Serrinha ferve
Em caldo &
Compasso grosso
Contra o dissabor
Do tempo
Em que o tempero
E o traço
Dividia o caminho
Do madureiro
Por um fosso.
E fora da filosofia
A vila de Noel
Rosa
Continua
Áurea.                                Moduan Matus.

Do cerne
Um boneco
Aventura
Metendo o nariz
No crescimento
Da comédia
Que cometa
Carlo
Lorenzini
Collodi
Pelo real
Madeirame
Do planeta.                        Moduan Matus.

Um choro do céu
Tal que
Fertilizava o quintal
Que brincava e bebia
Bia Bedran na
Ciranda criança
Gerando criando
Canto acalanto
Girando encanto
Repondia a sabores
E compunha as cores
Enquanto
O chão ia se
Miscigenando.                               Moduan Matus.  

Sartresoudoistantofazquefez
Dandopassagemnapaisagem
Deumpaís
Agemospais
Revivendootempo
Poispares
Beauvoires
Agemuitomais
Paraparir
Dandoaluz
Apóspartir
DosaresdeParis.               Moduan Matus.

Entre músicos
A voz de
Pirajuí
De sonho
E saudade é
Chauki
Tito
Madi a
Espera de você
Prum balanço
Giro Jirau
Zona Sul
Gaúcha do
Bem querer.                  Moduan Matus.
                                                            
Oficina da criação:
A mostra está em frente
Pode ter como base a tela de
Miró
Ou a moldura de
José
Confuso é ficar entre o espaço
O traço a sobra e ainda ter
Confúcio
Pelo meio
Desatando os nós da madeira.
Nada mais pode acontecer
Parece começar onde acabou.
Pingos pigmentam formas
Quando se concentram
Nuvens surgem do nada
Diante da atmosfera
Para ficarem numa tela
Mas tudo só se registra
Somente onde o inusitado
Inspira esses meios
De encabeçar as ideias.                   Moduan Matus.

Miseráveis
Esqueceram
O sabor do pão
Que sobrou
E das bocas que
Victor
Hugo
Sustentou
Até Edvard
Munch
Gritar
A expressão
Do óbvio
Que do escancaro
Ecoou.                                         Moduan Matus.

A arte em
Mário
Pedrosa
Critica
Formas
Sustent(a)
Coluna
E ensaia o
Pós-moderno
Personalizando
Os rumos do
Movimento
De brasilidade.                               Moduan Matus.
  
Samba pra burro
De bob
Otto
Aperta acende
Logo ascende
E chora um corpo pobre
Entre mendigos.
No vão
Vão passando paz
A noite inteira
Entre anéis de fumaça
Pois
Matar defunto desempregado
E Joana D`arc
Ainda é ilegal.                                     Moduan Matus.

ANTRO P (R) O FAGIA
Etnia
Mário de Andrade
Empedernecimento
Androginia
Antropologia
Indiferença faz
Sem a harmonia
Dos racionais.
A carne aproxima e
Não há mais
Do que comer
A si próprio
Enquanto nos devoramos
Diária mente
Tirando pedras
De cima de pedras.                                Moduan Matus.
                       

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Signos: Poemas-Instalações


Matizações
Em painéis
Fiam a trama
E à tona
A tela
Contracena
Animadas abstrações
A tônica
O papel
Na luz
Do pastel
Em toques
De Orlando
Rafael
Dos Santos
Numa infinitude
Perfazendo o céu.                Moduan Matus.






Se lhe ofendem
O amor
Não ceda
Haja sem pudor
Proceda como
José
Espronceda
Numantino
Versejand(o)
Romantismo y
Teresa
És tu diante do saber
Das conchas de
Salamanca.                        Moduan Matus.






O bando
Neon na
Noite de
Astor
Piazzolla
Marc(a)
Hora cero
Do lunfardo
Em libertango
No verano
Porteño.                          Moduan Matus.






Dias
Dois ou
Mais ou menos
Se acharão
Corpos em curvas
Diadoúmenos
Ligados ao bronze
Ao cromo
A polidez
De Policleto
A liga do tempo
A Cronos
Poupada ao cosmos.                 Moduan Matus.





Gente
Via o oboé
Do sinfonista
Ouvia em audições
Renascentistas
O regente
Isaack
Karabtchevski
Projetando
Canções da terra e
Madrigais sensacionais
No aquário da
Quinta da
Boa Vista.                             Moduan Matus.





Aristóteles
Estatela-se
Com a
Estatística em
Estagira:
A vida imita
A arte imita e
Tudo
Se ilimita.                                      Moduan Matus.





Como se cria!
Aos seis
Coisas de rainhas e reis
Que sois
No ar das flores dos laranjais da
Solimões
Nilze Carvalho
Choramingou ao Nicanor.
Bandolim cavaquinho depois
O choro da criança
Foi o supra-sumo do
Samba fina-flor.                                              Moduan Matus.





Coloquial
Arrebatador
Poético e
Ilustrador
O versátil
Escritor
José Ronaldo
Rocha (Zérro) em
Memórias do
Caminho
Remo(n)ta
História
Romanceada
Em famosos
Vilarinhos
Tempos áureos
De literatura
Com incidência
Na Baixada.                        Moduan Matus.




Mirabô
De tantas datas
Quanto
Dantas
E lutas santas
Sin
Dicalizou
Pautado
Na música.
Noutras canções:
Parcerias
Seria
Tão
Imparcial (?).                       Moduan Matus.





BAR IGUAÇU
Nos olhos de Karem
Uma busca incontinente
Uma transa atlântica
Uma alemã distante
Num sabor tropical
Identificando a cor da pele
De envolver constante
Das gotas de suores
E cheiros diferentes
No lençol freático
Que cobriram desejos ocultos
De Hans Staden
Numa paixão irracional.                        Moduan Matus